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domingo, 2 de agosto de 2015

Índia deve passar China em população em 2022

Índia deve passar China em população em 2022

Estimativa da ONU projeta que Brasil terá 238 milhões de habitantes daqui a 35 anos
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Índia deverá ultrapassar a China e se tornar o país mais populoso do mundo em 2022, segundo relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira (29). Em 2013, a organização estimava que isso só fosse acontecer em 2028.
Conforme as projeções feitas pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, a China tem 1,38 bilhão de habitantes neste ano, ante 1,31 bilhões da Índia. Em sete anos, os dois países deverão empatar em 1,4 bilhão.
Segundo os demógrafos, a população indiana continuará crescendo nas próximas décadas, chegando a 1,7 bilhão em 2050. Nessa época, o crescimento populacional chinês será negativo, depois de ter estagnado em 2030.
Apesar da diminuição na China, a previsão é que a população mundial continue crescendo. A expectativa é que ela atinja 9,7 bilhões em 2050, crescimento estimulado principalmente por países da África.

AMÉRICA LATINA

Nos países latino-americanos, a população passará dos atuais 634 milhões para 721 milhões em 2030 e 784 milhões em 2050. Daí para a frente, começará a cair, voltando a ficar com 721 milhões no final do século.
Brasil e México continuarão a ficar entre os dez países mais populosos do mundo até 2050. No caso brasileiro, a população, que na projeção da ONU deverá chegar a 208 milhões neste ano, atingirá 238 milhões em 2050.


Reprodução da Folha de São Paulo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Redução no número de filhos é maior entre 20% mais pobres, IBGE

Redução no número de filhos é maior entre 20% mais pobres, IBGE

Nos últimos dez anos queda foi de 10,7% no Brasil
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.

Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.

“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.

Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.

A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.

Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.

“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.

Reprodução do Correio do Povo

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Espanha terá mais mortes que nascimentos em 2015, aponta estudo

A tendência demográfica negativa iniciada em 2012 se confirmou nos últimos tempos na Espanha, segundo se depreende dos dados da Projeção de População para o período 2014-2064, que foi divulgada nesta terça-feira (28) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo as previsões do relatório, que adverte que em 2015 haverá mais mortes que nascimentos pela primeira vez, o país perderá 1 milhão de habitantes nos próximos 15 anos e 5,6 milhões nos próximos 50. Com isso, a população se reduziria a 45,8 milhões em 2024 e, se não houver um freio para o envelhecimento, a 40,9 milhões em 2064.
Fruto desse fenômeno, a porcentagem de população maior de 65 anos, que atualmente se situa em 18,2%, aumentaria para 24,9% em 2029 e se situaria em 38,7% em 2064. Com essa tendência, a partir de 2015 o número de mortes superaria pela primeira vez o de nascimentos em território espanhol.
Segundo o INE, a redução da população residente se deve principalmente ao aumento progressivo das mortes e à diminuição dos nascimentos, fenômeno que se veria especialmente aguçado a partir de 2040. Dessa forma, ocorreria um saldo vegetativo negativo a partir do segundo ano da projeção (2015), que representaria um total de 8 milhões de pessoas nos 50 anos projetados.
Por outro lado, o INE também projeta que entre 2014 e 2029 a expectativa de vida das mulheres aumentará três anos, para 88,7. Para os homens, ela crescerá quatro anos, para 84. A taxa de dependência, que é a relação entre o número de maiores de 64 anos e os menores de 16 sobre a população que se situa entre essas idades, aumentará dos atuais 52,1% para 59,2% em 2029 e alcançará 95,6% em 2064.
As únicas comunidades autônomas que ganhariam população nos próximos 15 anos são Canárias, Andaluzia, Baleares, Madri e Murcia. Nessas três últimas, o número acumulado de nascimentos superaria de fato o de óbitos nos próximos 15 anos.

Reportagem do El País, reproduzida no UOL. Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Falta produto adequado à 3ª idade, diz consumidor


Falta produto adequado à 3ª idade, diz consumidor

Pesquisa mostra que 45% dos acima de 60 anos não acham o que procuram
Roupas, calçados, celulares, produtos de beleza e opções de entretenimento estão entre os mais citados
CLAUDIA ROLLIDE SÃO PAULO
A cada cem consumidores da terceira idade (acima de 60 anos), 45 têm dificuldade para encontrar produtos e serviços adequados a sua faixa etária.
Na hora de comprar roupas, consideram que as lojas ainda oferecem opções para os jovens demais ou para os "velhinhos" demais. No momento de comprar um celular, sentem falta de aparelhos com letras e teclados maiores que facilitem a visão.
Quando buscam locais de entretenimento, dizem não encontrar restaurantes, bares nem casas noturnas com programação voltada para o público de sua idade.
Os dados constam de um mapeamento do consumo nessa faixa etária feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil e pelo portal de educação financeira "Meu Bolso Feliz", em 27 capitais.
No Brasil, são 24 milhões de consumidores com mais de 60 anos, um contingente que representa 13% da população adulta, segundo dados do IBGE de 2013.
Por ano, eles movimentam R$ 402 bilhões, somados aposentadorias, pensões e rendimento do trabalho com ou sem carteira assinada, de acordo com o instituto Data Popular.
"Eles estão mais exigentes, dispostos a pagar mais caro por itens de melhor qualidade e sentem a carência de produtos e serviços. A maior parte [64%] decide sozinha o que comprar e se considera estável financeiramente", diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, ao ressaltar que existe um contingente que corresponde a três vezes à população do Uruguai que não recebe a atenção que deveria do varejo, da indústria e do setor de serviços.
Entre os consumidores que enfrentam mais dificuldade na hora de comprar itens para sua idade, estão as mulheres e os que estão acima da faixa de 70 anos.
Fernando Pimentel, superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), diz que já existe no setor uma preocupação com esse público e que a oferta de itens tende a aumentar.
"As empresas começam a se segmentar em vez de olhar o consumidor como um grande mercadão. É um nicho que vai ganha uma dinâmica mais acelerada à medida que a população envelhece."
Para Maurício Morgado, professor da FGV, uma das maiores carências ainda está no atendimento. "As lojas são barulhentas, iluminadas demais ou escuras demais. Faltam nas embalagens letras maiores que simplifiquem o entendimento."
Fábio Mariano Borges, professor de comportamento do consumidor da ESPM, concorda. "O setor de serviços é exemplo da falta de cuidado com esse público", diz, ao citar atendentes de TV a cabo que frequentemente pedem ao cliente para verificar se o aparelho está conectado à tomada. "Ele só esquece que esse consumidor muitas vezes não tem condições físicas para abaixar e verificar."


Reprodução da Folha de São Paulo

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Brasil tem mais de 202 milhões de habitantes, aponta IBGE

Brasil tem mais de 202 milhões de habitantes, aponta IBGE

Rio Grande do Sul conta com população de 11,21 milhões de pessoas

O Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. O estado mais populoso, São Paulo, tem 44,03 milhões de habitantes. Já no estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas.

Os dados do IBGE são estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Além de São Paulo, cinco estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).

Na lista dos lista de unidades da federação com mais de 5 milhões de pessoas, estão seis estados: Pernambuco (9,28 milhões), Ceará (8,84 milhões), Pará (8,08 milhões), Maranhão (6,85 milhões), Santa Catarina (6,73 milhões) e Goiás (6,52 milhões). Apenas dois estados têm menos de 1 milhão de habitantes, além de Roraima: Amapá (750,9 mil) e Acre (790,1 mil).

As demais unidades federativas têm as seguintes populações: Paraíba (3,94 milhões), Espírito Santo (3,88 milhões), Amazonas (3,87 milhões), Rio Grande do Norte (3,41 milhões), Alagoas (3,32 milhões), Piauí (3,19 milhões), Mato Grosso (3,22 milhões), Distrito Federal (2,85 milhões), Mato Grosso do Sul (2,62 milhões), Sergipe (2,22 milhões), Rondônia (1,75 milhão) e Tocantins (1,5 milhão).


Reprodução do Correio do Povo

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Falta de bebês pode levar metade das cidades japonesas à extinção


É verão e a cidade praiana de Onjuku, na província de Chiba, está lotada de turistas. A população local, que beira os 7,5 mil moradores, mais do que dobra nos meses de julho e agosto, auge da estação mais quente no Japão.

Mas Isamu Yoshida, 65, proprietário de uma loja de empanados fritos, não se entusiasma com as vendas, apesar de não ter concorrência.

"Não posso reclamar das vendas no verão. Porém, no restante do ano, praticamente fico no vermelho", conta à BBC Brasil o comerciante, que toca a pequena e antiga loja aberta pelos pais há mais de 50 anos.

Localizada a cerca de duas horas de trem da capital japonesa, Onjuku sofre de um problema comum a quase metade das cidades, distritos e povoados japoneses: a queda constante e crônica da população, que pode levar inclusive estes municípios à extinção.

"É triste ver a cidade definhando aos poucos", lamentou Yoshida. "Todo mês vemos no jornal local que o número de mortes é sempre maior do que o de nascimentos", contou.

Segundo estatística do governo japonês, a população de Onjuku diminui em média 0,5% ao ano. Em 1995, a população era de 8.129 pessoas. Em 2013, caiu para 7.632.

Se continuar neste ritmo, em 50 anos a população local será pouco mais de 2,5 mil pessoas.

Dificuldades

Segundo o relatório de uma subcomissão do Conselho de Política do Japão, quase metade dos municípios de todo o país poderá ter dificuldades para continuar operando normalmente até 2040.
O estudo deu especial atenção à população de mulheres com idade de 20 a 39 anos, pois elas são consideradas um fator-chave que irá determinar o futuro da população japonesa.

O grupo, liderado pelo ex-ministro de Assuntos Internos, Hiroya Masuda, definiu cidades, vilas e aldeias cujas populações provavelmente diminuirão em pelo menos 50% ao longo do período 2010-2040.

Pesquisadores da comissão explicaram à BBC Brasil que a estimativa foi feita com base em várias estatísticas do Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social.

No total, 896 municípios, ou 49,8% do total do país, foram indicados como locais que podem desaparecer.

O relatório também alertou que 523 localidades cujas populações estão abaixo de 10 mil moradores – o que representa cerca de 30% do total – têm uma alta propensão a "quebrar" já nas próximas décadas, a menos que medidas eficazes sejam tomadas.

Onjuku, visitada pela reportagem da BBC Brasil, está entre estes municípios.

"Infelizmente, esse problema tem sido ignorado há muito tempo, porque ninguém quer falar sobre um futuro desfavorável. Agora, nós devemos reconhecer essa grave questão", comentou à reportagem uma fonte da subcomissão.

Cidade grande

Em contrapartida, a população nas grandes cidades tem aumentado, o que sugere que as pessoas estão deixando os pequenos municípios, onde quase não há oferta de emprego, para buscar oportunidades fora.

Kazuya Shiton, 25, de Onjuku, conta que está planejando deixar a casa dos pais e buscar um emprego melhor em Tóquio ou outra cidade maior.
O jovem, que trabalha na construção de vias públicas, explicou que o serviço atual é ruim e rende pouco dinheiro.

"Aqui também não há locais para lazer para os jovens", lembra. "Todos os meus amigos já se mudaram para outras cidades. Não vejo outra saída."

Para a subcomissão do Conselho de Política do Japão, o problema mais grave é que muitos destes jovens que vão para a capital japonesa não têm filhos.

"Criar uma criança em um ambiente como Tóquio é muito caro. Além da dificuldade de encontrar creches, a assistência é pouca para os pais, o que contribui para a baixa taxa de natalidade verificada na capital japonesa", explicou a fonte da subcomissão.

Para tentar resolver o problema, o governo japonês deve anunciar no próximo mês a criação de um comitê que vai tratar exclusivamente da regeneração de cidades do interior, focado principalmente na criação de postos de trabalho para jovens e no aumento da taxa de natalidade.

Contra a corrente

Por conta própria, o empresário americano Del Ricks abraça a ideia. Instalado em Onjuku apesar dos riscos econômicos, ele é só sorrisos.

Há seis anos, Del Ricks e a companheira, a sul-coreana Kelly Cho, abriram um negócio praticamente de frente para a paradisíaca praia da cidade.
"Não tenho do que reclamar", falou. "Enquanto a maioria dos comerciantes locais trabalha mesmo apenas dois meses por ano, nós temos clientela fixa por oito meses."

Ricks dá aulas de surf, aluga equipamento para a prática do esporte, tem uma lanchonete e ainda oferece quartos para turistas.

"Meu público não é o local. Trabalho com pessoas que vêm de Tóquio", explicou.

Além dos turistas que curtem praia, o casal trabalha principalmente com surfistas – que frequentam a cidade quase o ano todo –, pescadores, mergulhadores e empresas que buscam lugares diferentes para fazer festas para os funcionários.

Para o norte-americano, Onjuku poderia se tornar um local atrativo se o governo investisse mais para trazer jovens empreendedores e aposentados que moram nas grandes cidades.

"Aqui, o custo de vida é muito mais barato, além de ser muito menos estressante", defendeu.

Reprodução da BBC Brasil no UOL

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, segundo IBGE

Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, segundo IBGE

Número de gaúchos ultrapassa 11 milhões em junho

A população estimada do Brasil é 201.032.714 habitantes, pelos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. De acordo com o levantamento, há 7.085.828 habitantes a mais do que o registrado em julho de 2012. Os dados foram publicados nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

São Paulo é o estado mais populoso com 43,6 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões de pessoas que declaram moradoras da região.

A Bahia registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul 11,1 milhões e o Paraná, 10,9 milhões de residentes. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de habitantes, Ceará com 8,78 milhões, Pará com 7,97 milhões, Maranhão com 6,79 milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.

Com menos de 5 milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo (3,84 milhões), Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões), Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato Grosso (3,18 milhões), Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe (2,19 milhões), Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).

A Região Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos populoso, com 488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá, 735 mil.

Veja abaixo a população de cada estado: 

Rondônia: 1.728.214
Acre: 776.463
Amazonas: 3.807.923
Roraima: 488.072
Pará: 7.969.655
Amapá: 734.995
Tocantins: 1.478.163
Maranhão: 6.794.298
Piauí: 3.184.165
Ceará: 8.778.575
Rio Grande do Norte: 3.373.960
Paraíba: 3.914.418
Pernambuco: 9.208.551
Alagoas: 3.300.938
Sergipe: 2.195.662
Bahia: 15.044.127
Minas Gerais: 20.593.366
Espírito Santo: 3.839.363
Rio de Janeiro: 16.369.178
São Paulo: 43.663.672
Paraná: 10.997.462
Santa Catarina: 6.634.250
Rio Grande do Sul: 11.164.050
Mato Grosso do Sul: 2.587.267
Mato Grosso: 3.182.114
Goiás: 6.434.052
Distrito Federal: 2.789.761


Reprodução do Correio do Povo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Alemanha batalha contra redução populacional

Alemanha batalha contra redução populacional
Berlim luta contra queda da população

Por SUZANNE DALEY e NICHOLAS KULISH

SONNEBERG, Alemanha - À primeira vista, esta pequena cidade na região central da Alemanha parece próspera e bem cuidada. Mas o vice-prefeito Heiko Voigt pode apontar dúzias de casas desocupadas, que ele duvida que sejam vendidas algum dia.
A realidade é que a população alemã está encolhendo e que cidades como essa lutam para esconder seu vazio. Voigt já supervisionou a demolição de 60 casas e 12 prédios de apartamentos, estrategicamente criando áreas gramadas. "Estamos tentando manter a cidade com boa aparência", afirmou ele.
O interior alemão talvez seja o lugar ideal para testemunhar o impacto cada vez mais visível da forte redução das taxas de fertilidade europeias nas últimas décadas, problema com implicações assustadoras para a economia e a psique do continente.
A força de trabalho está envelhecendo rapidamente, e as linhas de montagem estão sendo redesenhadas para minimizar atividades que exijam curvar as costas e erguer peso.
No Censo mais recente, a Alemanha descobriu que havia perdido 1,5 milhão de habitantes. Até 2060, dizendo especialistas, o país pode perder mais 19% da população, ficando com cerca de 66 milhões de habitantes.
Demógrafos dizem que um futuro semelhante aguarda outros países europeus, mas que poucos estão em condições de fazer algo a respeito.
Até agora, embora gaste US$ 265 bilhões por ano em subsídios para famílias, a Alemanha só conseguiu provar como é difícil enfrentar o problema. Isso ocorre em parte porque a solução está em rever valores, hábitos e atitudes em um país que tem um conturbado histórico na aceitação de imigrantes e onde as trabalhadoras com filhos ainda costumam ser rotuladas como negligentes.
Para que a Alemanha evite uma grave escassez de mão de obra, dizem especialistas, ela terá de encontrar formas de manter os trabalhadores mais velhos nos seus empregos e precisará atrair imigrantes. Também precisará colocar mais mulheres na força de trabalho e convencê-las a ter mais filhos.
Vários estudos mostram que os índices de desemprego elevados -acima de 50% entre os jovens em países como Grécia, Itália e Espanha- estão desencorajando ainda mais os jovens a terem filhos. Segundo a União Europeia, o número total de nascidos vivos em 31 países europeus caiu 3,5% entre 2008 e 2011, de 5,6 para 5,4 milhões. Em 1960, cerca de 7,5 milhões de crianças nasceram em 27 países europeus.
Além do mais, há cerca de quatro trabalhadores para cada aposentado na União Europeia. Até 2060, a média cairá para dois trabalhadores por pensionista, segundo a UE. Críticos dizem que a Alemanha conseguiu poucos resultados por meio dos benefícios para filhos e mães que ficam em casa e com as isenções tributárias para pessoas casadas.
Há quem considere que um melhor investimento para a fertilidade seria ampliar as redes de creches e programas pós-escolares, ajudando mulheres que fazem malabarismos entre a carreira e a maternidade.
Mas é difícil reverter anos de subsídios para as famílias tradicionais. Melanie Vogel, 39, de Bonn, descobriu ao ter um filho que a tentativa de misturar trabalho e maternidade a deixaria solitária, desanimada e sem dinheiro. Nenhuma das suas amigas trabalha em tempo integral, e sua sogra deixou claro que desaprovava a tentativa de conciliar as coisas, assim como os clientes da empresa de recrutamento profissional que ela dirige com o marido."Antes de o meu filho nascer, eu era Melanie, uma mulher de negócios", disse Vogel. "Mas, depois que meu filho nasceu, para muita gente eu era apenas uma mãe."
O governo alemão também está elevando a idade de aposentadoria, de 65 para 67 anos. A participação de pessoas de 55 a 64 anos na força de trabalho subiu de 38,9% em 2002 para 61,5% em 2012.
A Volkswagen redesenhou sua linha de montagem para facilitar tarefas que exigem curvar o tronco e levantar os braços, tornando-as assim menos desgastantes para o corpo dos operários. Outras empresas estão oferecendo jornadas de trabalho flexíveis.
Diante dos índices de desemprego elevados em todo o sul e leste da Europa, a Alemanha está em boas condições de atrair talentos de seus vizinhos, e já começou a fazer isso. No entanto, com centenas de milhares de postos de trabalho qualificados em aberto, alguns executivos acreditam que a Alemanha deveria alterar suas leis imigratórias. Muitos líderes estão examinando a cultura alemã, ávidos por fazerem o que for necessário para tornar o país mais hospitaleiro.
Um recente estudo mostrou que mais de metade dos gregos e espanhóis que chegavam à Alemanha ia embora em menos de um ano. Muitos dos que chegam são jovens altamente qualificados que veem um mercado global para suas capacidades.
Reiner Klingholz, do Instituto de Berlim para a População e o Desenvolvimento, disse: "Acho que a resposta é que precisamos olhar para fora da Europa".


Reportagem do The New York Times, reproduzida na Folha de São Paulo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natal, natalidade...



O Natal, festa de um nascimento, parece dia adequado para tratar de uma crise despercebida no Brasil: a dos nascimentos. Desde 2003, quando pela primeira vez se registrou taxa de fecundidade abaixo do nível de reposição da população (2,1 filhos por mulher), os nascimentos caem em ritmo acelerado.
Os dados recentes sugerem que a taxa esteja em 1,8, atingindo já 1,5 em cidades do interior de São Paulo e Estados do Sul.
O país se aproxima rápida e perigosamente do colapso demográfico de espanhóis e italianos (1,2 a 1,3), para não falar dos japoneses. Perdemos da França, da Suécia, dos escandinavos.
O surpreendente (e alarmante) é que até a Argentina e o Uruguai, sociedades maduras, as primeiras a se urbanizarem na América Latina, já nos deixaram para trás. O normal seria que as sociedades prematuramente envelhecidas do Rio da Prata tivessem menos filhos que nós.
No entanto, nos mapas demográficos da América Latina, elas aparecem como tendo fecundidade média, ao passo que o Brasil está na zona de baixa fecundidade.
Os únicos no continente com taxas tão minguadas são cubanos e alguns caribenhos de cultura histórica com mais de um ponto de contato com a brasileira.
E os Estados Unidos, perguntará o leitor? Conservam fecundidade alta, graças aos imigrantes, mas essa superioridade começa a mudar. Estudo recente indica que os nascimentos chegaram ao ponto mais baixo desde 1920, devido à queda geral de 8% de 2007 a 2010. A queda maior foi entre as mulheres imigrantes (declínio de 14%) e das mexicanas (23%), justamente o grupo que antes garantia alta natalidade.
A explicação é a crise econômica, que atingiu, sobretudo, os grupos vulneráveis. Para o Brasil, com pleno emprego, salários em alta, expansão do consumo, tal razão não vale. Aliás, um dos paradoxos brasileiros é que outros índices como a violência e a criminalidade, que deveriam estar caindo com a moderaçãodemográfica e a melhoria do bem estar, continuam a se agravar de modo assustador.
Nos países afetados pela queda da natalidade, o problema está no centro das atenções. Nos EUA, os índices desencadearam debate intenso. Na Rússia, o presidente Putin anunciou um programa de 1,5 trilhão de rublos (US$ 53 bilhões) para recuperar a fecundidade. Se falhar, os 143 milhões de russos serão apenas 107 milhões em 2050. Trata-se, como disse o presidente, de questão de sobrevivência da nação.
A França, país histórico da queda da natalidade, inverteu a situação com política de ênfase em incentivos a famílias com filhos e construção de creches. O mesmo fazem os escandinavos, com resultados que permitiram recuperar parte da fecundidade perdida. Tentam adotar políticas similares a Coreia e o Japão, que temem se converter numa espécie de asilo para idosos.
No Brasil, o assunto é olimpicamente ignorado. Políticas de natalidade ou de imigração soam tão excêntricas como no tempo em que ainda vivíamos a explosão demográfica. Véspera de Natal é um bom momento para refletirmos que o nascimento de um ser humano pode fazer uma enorme diferença!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Imigração mudou identidade sul-coreana


Imigração mudou identidade sul-coreana

Por CHOE SANG-HUN

SEUL, Coreia do Sul - Jasmine Lee percebe o quanto ela tornou-se coreana quando começa a falar a língua ao telefone com a mãe, que é filipina e não compreende uma palavra do que ela diz. Mas ela é lembrada dos limites da assimilação quando os coreanos, impressionados por sua fluência, comentam: "Você parece mais coreana do que os coreanos".
Lee, 35, que nasceu Jasmine Bacurnay nas Filipinas, virou notícia em abril quando se tornou a primeira cidadã naturalizada -e a primeira coreana não étnica- a conquistar um assento na Assembleia Nacional da Coreia do Sul. Sua eleição refletiu uma das mais significativas mudanças demográficas na história moderna do país. Uma mudança que, segundo ela, "os coreanos entendem com o cérebro, mas ainda precisam abraçar com o coração".
Apenas uma década atrás, os livros escolares ainda diziam para os sul-coreanos se orgulharem de ser etnicamente homogêneos. Se a população de origem estrangeira ainda é pequena, comparada com a de países com uma tradição imigratória, ela é suficiente para desafiar como os sul-coreanos veem a si mesmos.
"Está na hora de redefinir o coreano", disse Kim Yi-seon, pesquisador chefe de multiculturalismo no Instituto de Desenvolvimento das Mulheres Coreanas, financiado pelo governo. "Tradicionalmente, ser coreano significava ser alguém que nasceu na Coreia, de pais coreanos, que fala coreano e que tem uma aparência e uma nacionalidade coreanas. As pessoas não pensam que alguém é coreano só porque tem a cidadania coreana."
Entre os fatores que conduzem essa tendência, está a entrada de mulheres do Sudeste Asiático que vieram casar com agricultores sul-coreanos, que têm dificuldades para atrair mulheres coreanas dispostas a adotar a vida rural. O número de migrantes por casamento cresceu para 211 mil, no ano passado, contra 127 mil, em 2007. A maioria dos imigrantes é constituída por mulheres do Vietnã e de outros países asiáticos mais pobres.
Nas cidades industriais, rapazes de Bangladesh e do Paquistão desempenham funções recusadas pelos coreanos como sujas e perigosas. Eles oferecem a mão de obra barata que a economia sul-coreana, voltada para as exportações, precisa para competir com a China. O número desses trabalhadores mais que duplicou, de 260 mil, em 2007, para 553 mil, no ano passado -sem contar os que têm visto expirado e trabalham ilegalmente.
Um em cada dez casamentos na Coreia do Sul envolve um cônjuge estrangeiro. Embora o número total de escolares na Coreia do Sul esteja em declínio (de 7,7 milhões, em 2007, para 6,7 milhões, neste ano), em consequência de um dos menores índices de nascimentos do mundo, o número de estudantes multiétnicos vem crescendo cerca de 6.000 por ano.
"Uma sociedade cultural não está apenas chegando. Ela já está aqui", disse Lee, que é membro do partido Saenuri, no governo.
Mas, depois da eleição de Lee, ativistas anti-imigração advertiram que "ervas venenosas" do exterior estavam "corrompendo a linhagem coreana" e "exterminando a nação coreana". Eles pediram que os partidos políticos se "purifiquem" expulsando Lee da Assembleia Nacional.
O primeiro-ministro Kim Hwang-sik condenou esses surtos de xenofobia como "patológicos" e pediu que os sul-coreanos assumam a transição para uma sociedade multicultural "não como uma opção, mas como um imperativo".
Mas o próprio governo é acusado de promover a xenofobia, ao exigir que estrangeiros que chegam à Coreia do Sul para ensinar inglês passem por testes de HIV, enquanto não exige o mesmo de sul-coreanos nos mesmos empregos.
"Em 1995, as pessoas me adoravam por dizer 'Olá' e 'Obrigada' em coreano", disse Lee.
"Mas, por volta de 2000, as pessoas começaram a olhar para mim com suspeita. No ônibus, perguntavam: 'Por que você está aqui?'"
Lee acha que a Coreia do Sul ainda tem um longo caminho a percorrer. "Em um recente programa supostamente destinado a promover a harmonia multicultural, os organizadores dividiram os participantes em um ônibus para coreanos e outro para 'famílias multiculturais'", disse.
"Eu imagino uma sociedade que não precise de um rótulo como 'multicultural'."


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

IBGE: com fecundidade baixa, Brasil vai se tornando país de idosos


Dados do Censo 2010 divulgados pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a taxa de fecundidade no País (número de filhos por mulher), de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população - de 2,1 filhos por brasileira. Têm mais filhos mulheres do Norte e Nordeste, além de pretas e pardas, pobres e menos instruídas.
O dado consolida a trajetória de queda da fecundidade, a partir da década de 1970 e influencia o perfil etário da população: o Brasil tende a ser tornar um país de idosos. O número de filhos por mulher chegou a 6,28 em 1960, antes de cair para 2,38, em 2000. Atualmente, com 193 milhões de pessoas, o Brasil é um país jovem, cuja população cresceu 1,7% na última década.
O número de filhos na área rural influenciou a menor diminuição da taxa de fecundidade. Embora tenha diminuído de 3,4 filhos para 2,6, entre 2000 e 2010, é maior do que o verificado nas áreas urbanas (de 2,18 para 1,7). Por isso, a taxa final difere da divulgada recentemente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 1,7 filho, que não ouve mães camponesas.
A queda no número de filhos por mulher se deu de forma diferente nas regiões do País. Foi influenciada por práticas contraceptivas, entre as quais, a esterilização feminina, com forte impacto na redução de filhos no Norte e Nordeste, ressalta o IBGE. Mesmo assim, em 2010, o Norte é a única região com taxa de fecundidade acima da de reposição.
Outro fator que influenciou a queda foi a diminuição do número de filhos entre as mulheres mais jovens nas faixas de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, que vivem em área urbana. Elas contribuem com maior peso no cálculo da taxa, assim como as mulheres pretas e pardas, que têm, em média 2,1 filhos por mulher. Entre as brancas, que têm filhos entre 25 e 29 anos, o índice fica em 1,6.
A diminuição da fecundidade também está relacionada à renda e ao nível educacional. Entre as menos escolarizadas, o número de filhos chega a três, enquanto fica em um, no caso das mais instruídas. Atualmente, 66% das mulheres em idade fértil no país têm ensino fundamental completo.

Reproduzido do Terra