Mostrando postagens com marcador clima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador clima. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Primavera começa com influência de massa de ar quente no RS

Primavera começa com influência de massa de ar quente no RS

Calor se intensifica em Porto Alegre e máxima chega a 34°C
O começo da primavera no Rio Grande do Sul – a nova estação inicia às 5h20min desta quarta-feira – terá influência de uma intensa massa de ar quente e seco que se expande a partir do centro do país. Municípios da Metade Norte e Oeste terão predomínio de sol e rápida elevação térmica com sensação de calor. Já em cidades da Metade Sul, sobretudo, na fronteira com o Uruguai a instabilidade mantém a presença das nuvens com risco de pancadas de chuva e temporais isolados. 

De acordo com a MetSul Meteorologia, pode chover forte, com grandes acumulados em poucas horas e risco de transtornos nesta terça-feira. Não se descarta a ocorrência de raio, vento e queda de granizo. 

Em Porto Alegre, a terça-feira será de sol e nuvens. As temperaturas devem variar entre 18°C e 34°C. 

Primavera será influenciada pelo El Niño


Influenciada pelo El Niño, a primavera deve ter chuva acima da média na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. São prováveis períodos com chuva em grandes volumes, com risco até de cheia de rios, em que em poucos dias algumas cidades podem ter o dobro ou o triplo da média de chuva do mês inteiro, causando transtornos para a população. 

Além diso, esse é um período com maior frequência de tempestades, não raro severas com intensos vendavais e granizo. Há vários precedentes de tornados. Em 2015, com maior presença de umidade no Rio Grande do Sul e temperatura acima da média histórica na maior parte da estação, antecipa-se uma primavera tempestuosa com frequência acima do normal de temporais, com fortes ventos e granizo em diversas cidades. 

Mínimas e máximas pelo Estado
Porto Alegre 18°C / 34°C
Caxias do Sul 18°C / 29°C
Bagé 17°C / 26°C
Passo Fundo 19°C / 30°C
Santa Maria 20°C / 32°C
Uruguaiana 21°C / 28°C
Alegrete 19°C / 28°C
Livramento 17°C / 27°C
Rio Grande 17°C / 20°C
Santa Cruz 19°C / 32°C
Erechim 17°C / 29°C
Cruz Alta 18°C / 30°C
Santa Rosa 22°C / 36°C
Capão 18°C / 24°C

Reprodução do Correio do Povo

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Guaíba registra maior cheia do século, com 2,55 metros em Porto Alegre

Guaíba registra maior cheia do século, com 2,55 metros em Porto Alegre

Marca é a maior desde junho de 1984, quando chegou a 2,60 metros

O nível do Guaíba bateu recorde determinando a maior cheia em Porto Alegre no século 21. A medição no Cais Mauá chegou a 2,55 metros no fim da noite desta quarta-feira, maior cheia desde junho de 1984, quando atingiu 2,60 metros. Ao menos até esta quinta-feira, a previsão é de estabilidade ou pequena elevação, de acordo com o Sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre. 

Além disso, o Metroclima alerta que a cheia será prolongada e deve persistir nos próximos dias, podendo chegar ao começo da semana que vem. Isso porque todos os rios que desembocam na área da Capital apresentam elevação: Caí, Gravataí, Jacuí, Sinos e Taquari.

De acordo com o Sistema Metroclima, grande parte da vazão do Guaíba vem do rio Jacuí, que está com cheia maior do que na semana passada e com o nível aumentando de forma consistente entre São Gabriel e Porto Alegre. A situação sugere cheia na parte final da bacia junto à Capital ainda por muitos dias. Em Rio Pardo, o Jacuí subiu mais de meio metro em 24 horas nessa terça e à noite estava em 15,10 metros. Na região de Triunfo, onde recebe as águas do Taquari, o Jacuí no começo desta manhã estava com 5,46 metros contra 4,73 metros na mesma hora de terça.

O Rio Taquari passa por cheia, porém menor que no final da semana passada. Em Estrela o auge do repique foi na noite dessa terça-feira com 17,87 metros contra 21,35 metros no final da última semana. Grande quantidade de água do Taquari ainda encontrará o Jacuí antes deste desembocar em Porto Alegre nas próximas 48 a 72 horas. 

O Caí também passa por cheia em toda a bacia com pico maior agora na região de Montenegro e São Sebastião do Caí do que na última semana. A maior vazão do Caí alcança Porto Alegre no fim de semana. O Sinos segue em forte cheia, mas encontra-se estabilizado no pico da cheia entre Campo Bom e São Leopoldo, sinalizando que o maior volume de água chegará durante o fim de semana e o começo da semana que vem. O Gravataí segue em cheia histórica na Grande Porto Alegre com níveis sem precedentes em décadas.

Segundo a meteorologia, devido ao nível muito alto do Guaíba é importante estar atento ao vento na área Norte da Lagoa dos Patos, onde ocorre o represamento do escoamento das águas. Não há indicativo de vento Sul moderado ou forte até sexta. Entre sábado e o domingo há possibilidade do vento voltar a soprar do quadrante Sul com intensidade moderada e deve coincidir com o nível muito alto pela chegada da vazão de rios contribuintes.

Reprodução do Correio do Povo

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cético do clima se mantém inabalável

Cético do clima se mantém inabalável

Por MICHAEL WINES

HUNTSVILLE, Alabama - John Christy é professor de ciência atmosférica na Universidade do Alabama em Huntsville. Ele lembra uma ocasião em que viu um colega muito conhecido numa reunião de climatologistas.
"Fui até ele e estendi a mão para cumprimentá-lo", Christy recordou. "Ele me olhou nos olhos e disse: 'Não'."
Christy é uma voz discordante em relação a algo que a maioria avassaladora de seus colegas considera ser um ponto consensual: que o aquecimento global é um fato cientificamente aceito e uma ameaça grave. Ele não a vê nem como uma coisa, nem como a outra. Não que o planeta não esteja se aquecendo. Está, diz Christy, e o dióxido de carbono que está sendo liberado na atmosfera é pelo menos parcialmente responsável por isso.
Mas, em discursos, depoimentos perante o Congresso e artigos revistos por pares publicados em periódicos científicos, ele argumenta que as previsões sobre o aquecimento foram fortemente exageradas e que a humanidade já superou períodos mais quentes. A disposição de Christy de divulgar uas opiniões também prejudicou sua aceitação por cientistas que tendem a desconfiar de vozes mais estridentes.
"Detesto termos como 'negacionista' ou 'do contra'", ele disse. "Sou um climatologista que baseia suas opiniões em dados. Cada vez que ouço a frase 'os fatos científicos são indubitáveis', digo que posso facilmente demonstrar que isso é falso, porque o clima está aqui à nossa frente. Os fatos científicos não são indubitáveis."
Christy estava apontando para um diagrama que compara sete projeções computadorizadas de temperaturas atmosféricas globais baseadas em medições feitas por satélites e balões meteorológicos. As projeções traçaram uma curva ascendente acentuada, mas as medições reais revelaram uma ascensão apenas ligeira. Diagramas como esses estão à base das divergências entre cientistas.
"Quase qualquer pessoa diria que a alta de temperatura verificada nos últimos 35 anos é menor do que o previsto pelos modelos mais recentes", disse Carl Mears, da Remote Sensing Systems, firma da Califórnia que analisa leituras climáticas por satélite.
"A divergência se dá porque Christy diz que os modelos climáticos não têm valor e que deve haver algo de errado com o modelo básico, sendo que na realidade há muitas outras possibilidades", disse Mears. As possibilidades, segundo ele, incluem variações climáticas naturais e o fortalecimento dos ventos alísios que ajudaram a canalizar calor para o oceano.
Cientistas destacados fizeram questão de reconhecer as credenciais de Christy, 63.
Estas são consideráveis: o cientista estuda questões climáticas há 27 anos e foi um dos autores do relatório de 2001 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a avaliação definitiva do estado do aquecimento global. Em 1991 ele recebeu uma medalha de realização científica da Nasa por ajudar a construir uma base de dados de temperaturas globais.
Christy diz que ficou fascinado com a meteorologia ainda menino, quando uma tempestade de neve atingiu Fresno, na Califórnia, em 1961. Antes de terminar o colegial ele aprendeu a usar a Fortran, a primeira linguagem de programação de uso amploo. Diplomou-se em matemática na Universidade Estadual da Califórnia em Fresno, tornou-se missionário cristão no Quênia, casou-se e voltou aos EUA para ser pastor de uma igreja missionária na Dakota do Sul.
Ali, como professor de matemática do ensino médio em regime de tempo parcial, ele encontrou sua verdadeira vocação. Deixou seu cargo de pastor, fez doutorado em ciências atmosféricas na Universidade do Illinois e mudou-se para o Alabama.
Hoje, alguns colegas, incluindo os que discordam de Christy, se entristecem com o tratamento que ele recebe.
Christy teme que suas posições em relação ao clima estejam afetando suas chances de publicar pesquisas futuras e conseguir verbas para seus estudos. Um estipêndio que ele recebe do Departamento de Energia termina em setembro. "Existe um establishment climático", ele explica, "e eu não faço parte dele."


Reprodução do The New York Times, na Folha de São Paulo

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Com -4,6ºC em Ausentes, RS volta a ter marcas negativas

Com -4,6ºC em Ausentes, RS volta a ter marcas negativas

Porto Alegre registrou a temperatura mais baixa do ano com 3ºC



O Rio Grande do Sul registrou nesta sexta-feira marcas negativas pelo nono dia no ano, segundo a Metsul Meteorologia. A mínima do Estado ocorreu em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra, onde os termômetros marcaram -4,6ºC. 

Santa Rosa registrou a segunda temperatura mais baixa do Estado: -3ºC. Em Canela, na Serra gaúcha, os termômetros chegaram a -2,6ºC e em Santana do Livramento, André da Rocha e Quaraí, na Fronteira Oeste, as mínimas variaram de -1,8ºC a -1,6C. 

Em Vacaria a mínima foi de -0,9ºC, em Alegrete, -0,7ºC e em Santa Maria -0,6%. Em Erechim, no Norte do Estado, a temperatura também baixou, às 10h os termômetros ainda marcavam 2ºC e foi registrada a segunda geada forte consecutiva do ano. Já em Porto Alegre a mínima foi de 3ºC, segundo o sistema Metroclima a mais baixa do ano. 


Reprodução do Correio do Povo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Porto Alegre teve dia mais quente dos últimos 56 anos

Porto Alegre teve dia mais quente dos últimos 56 anos

Marca de 39,9°C nessa quarta foi a maior registrada na Capital desde 14 de fevereiro de 1958

Porto Alegre registrou nessa quarta o dia mais quente dos últimos 56 anos, conforme os registros oficiais. Segundo a Metsul Meteorologia, a temperatura máxima observada na estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no bairro Jardim Botânico, que é usada como referência climatológica oficial para a Capital, foi de 39,9ºC. A máxima somente foi conhecida na madrugada desta quinta, a partir do dado do boletim SYNOP da 0Z (22h), já que a temperatura subiu após a leitura que é feita por padronização internacional às 18Z (16h na hora de verão) da quarta e que tinha indicado uma máxima provisória de 39,3ºC.

A marca é a máxima oficial mais alta na cidade desde os 40,3ºC de 14 de fevereiro de 1958. Além disso, é a quinta temperatura mais alta já registrada até hoje na Capital oficialmente, já que em só quatro oportunidades a máxima atingiu 40ºC ou mais: 40,4ºC em 17 de fevereiro de 1929, 40,7ºC em 1 de janeiro de 1943, 40,0ºC em 2 de janeiro de 1949 e 40,3ºC em 1958.

A temperatura foi mais alta já anotada no Jardim Botânico desde que as medições tiveram início no local em meados da década de 70 pelo Instituto Nacional de Meteorologia, batendo os 39,8ºC de 25 de dezembro de 2012. Antes, segundo as pesquisas históricas da MetSul, Porto Alegre teve estações meteorológicas na Praça da Matriz (breve período que foi descontinuado no século XIX), e na Faculdade de Engenharia e na Redenção nas medições contínuas entre 1910 e a década de 70.

A previsão da MetSul Meteorologia para esta quinta e para os próximos dias será de temperatura extremamente alta e ao redor de 40ºC na estação oficial do Inmet e que já hoje a máxima poderá superar a marca de ontem de 39,9ºC.  

Calor no RS

No Estado, a temperatura máxima atingiu 44 ºC na estação meteorológica de Taquara que é mantida pelo setor de engenharia térmica do Polo Tecnológico Paranhana da Universidade FACCAT. O valor está acima do recorde oficial de máxima do Estado de 42,6ºC (Alegrete em 1917 e Jaguarão em 1943), mas apenas as estações mantidas pelo Inmet têm seus dados considerados para recordes históricos “oficiais”. A máxima na rede do Inmet foi de 40,4ºC em Campo Bom. 


Além da previsão de marcas entre 40ºC e 42ºC na maioria dos bairros de Porto Alegre e nas cidades do Vale do Sinos, as demais regiões devem ter calor escaldante. No Vale do Paranhana, os termômetros devem acusar 43ºC ou 44ºC. Nos vales do Taquari e Rio Pardo, e na região de Santa Rosa (Noroeste), máximas de 41ºC a 42ºC na maior parte dos pontos. No Centro do Estado (Santa Maria), marcas ao redor dos 40ºC.

Até nas tradicionalmente frias áreas mais altas do Rio Grande do Sul, acima de 1000 m de altitude, nos Campos de Cima da Serra, fará muito calor hoje com marcas à tarde entre 32ºC e 34ºC.


Reprodução do Correio do Povo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

2013 foi o sexto ano mais quente desde 1850, diz ONU

2013 foi o sexto ano mais quente desde 1850, diz ONU

Estudo apontou que próximas gerações viverão em um mundo em que as temperaturas continuarão aumentando


O ano de 2013 foi o sexto mais quente para a Terra desde 1850, igualado com 2007, segundo as estatísticas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição das Nações Unidas, publicadas nesta quarta-feira. A temperatura média na superfície de terras e oceanos superou em 0,50°C a média calculada no período 1961-1990 e em 0,03°C a média da última década (2001-2010), segundo a OMM. 

"A temperatura mundial para 2013 é congruente com a tendência de aquecimento a longo prazo", disse o secretário-geral da OMM, Pichel Jarrad. "O ritmo do aquecimento não é uniforme, mas é indiscutível que se trata de uma tendência predominante. Dado o volume sem precedentes de gases do efeito estufa na atmosfera, as próximas gerações viverão em um mundo no qual as temperaturas mundiais continuarão aumentando", completou o meteorologista.

O século XXI tem 13 dos 14 anos mais quentes registrados. O recorde pertence a 2010 e 2005 (+0,55 C), seguidos por 1998, marcados pelo fenômeno El Niño. Os fenômenos de aquecimento El Niño e de resfriamento La Niña são fatores determinantes da variabilidade natural do clima. O ano de 2013 foi um dos quatro anos mais quentes sem a produção de algum destes dois fenômenos. Desde 1850 são realizadas observações meteorológicas de forma sistemática.

Reprodução do Correio do Povo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Cidade na Sibéria bate recorde histórico de calor com 32ºC

A cidade russa de Norilsk, que fica na região siberiana de Krasnoyarsk, bateu neste fim de semana o recorde histórico de calor ao alcançar 32ºC de temperatura, informou nesta segunda-feira (22) o serviço de imprensa da região.
"No sábado, o termômetro alcançou 32 graus [Celsius], o máximo em toda a história das observações meteorológicas em Norilsk desde 1972", precisou um comunicado.
Esse registro superou em um décimo o recorde anterior alcançado em julho de 1979, acrescentou o texto.
As temperaturas vão oscilar entre os 30 e 32 graus Celsius até a próxima sexta-feira (26), enquanto a temperatura média no verão é de 17,3 graus Celsius, segundo a norma climática para esta região ártica.
Norilsk, com temperaturas que no inverno alcançam os 50 graus negativos e ventos de até 25 metros por segundo, é considerada uma das cidades mais contaminadas no mundo pelas explorações mineiras que existem nessa zona.
Enquanto, a onda de calor que chegou em meados de junho a algumas regiões da zona europeia da Rússia como Lipetsk, Sarátov, Ulianovsk e Voronej cedeu perante um ciclone com chuvas e temperaturas em torno dos 14ºC.

Notícia da EFE, no UOL.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Julho de 2013: Neve em Florianópolis

.
.

Na verdade nos arredores de Florianópolis. O morro do Cambirela ficou com ares de Andes, na foto com crédito para Alvarello Kurossu / Agência RBS / Folhapress, vista na Folha de São Paulo.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Depois de muita expectativa, neva em cidades gaúchas e catarinenses

Ela era esperada há uma semana e finalmente chegou na madrugada desta segunda-feira (22) para alegria dos milhares de turistas que se deslocaram para a região para testemunhar a precipitação. Pela primeira vez no ano, nevou em municípios gaúchos e catarinenses, cobrindo de flocos brancos casas, carros e ruas.
O episódio mais significativo ocorreu às 4h30 em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra, no nordeste do Rio Grande do Sul. Naquele momento, a temperatura era -0,5ºC na cidade.
Ao mesmo tempo, na região serrana de Santa Catarina, a cidade de São Joaquim também experimentava o fenômeno, que ocorreu a uma temperatura de -0,4ºC.
O fenômeno durou cerca de 10 minutos.
Outras cidades gaúchas --como Erechim, Horizontina e Passo Fundo, no norte do Estado-- e catarinenses --como Xanxerê, Chapecó, São Miguel do Oeste, Pinhalzinho e Lages, no oeste e sul-- também registraram episódios de neve.
Em Santa Catarina, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) alerta os motoristas que trafegam pela serra sobre a possibilidade de gelo na pista.
Segundo o Ciram/Epagri (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina), há menos chances de nevar a partir desta terça, mas entre quarta e quinta-feira o frio intenso volta, em noites de céu claro. A temperatura pode bater -10ºC.
No território gaúcho, pode nevar na serra e no extremo norte. Para os próximos dias, são aguardados episódios de geada severa em quase todas as regiões, segundo a empresa de meteorologia MetSul.
O frio que atinge os dois Estados se move em direção ao norte, podendo trazer transtornos no Paraná nas próximas horas.

Reprodução do UOL Notícias.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Porto Alegre tem ano mais quente em um século


Porto Alegre tem ano mais quente em um século

Média de 20,8°C em 2012 superou todas as marcas desde o começo dos registros em 1910


Foi notícia no mundo inteiro nesta semana que os EUA tiveram em 2012 o ano mais quente da sua história (desde que as medições começaram) com temperatura 1,7ºC acima da média do século XX. Porto Alegre também teve seu recorde de temperatura. O Rio Grande do Sul teve em 2012 uma condição atípica de temperatura acima do normal, o que fez com que a Capital registrasse o ano mais quente desde que os dados começaram a ser coletados em 1910, conforme análise da MetSul Meteorologia com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura média anual foi de 20,8ºC, marca 1,3ºC acima da média histórica do período 1961-1990, de 19,5ºC. 

Dez meses de 2012 tiveram temperatura acima das normais históricas em Porto Alegre, exceção de abril e julho, que foi o mês mais frio do ano, com média de 14,3ºC, 1ºC abaixo da normal. Apesar de fevereiro e maio terem sido muito quentes, com médias quase 2ºC acima, foi o segundo semestre que alavancou o valor anual da Capital para cima. A temperatura ficou acima da média em 3,8ºC em agosto, 1,4ºC em setembro, 2ºC em novembro e 2,5ºC em dezembro. 

O diretor da MetSul Meteorologia, Eugenio Hackbart, destacou que 2012 foi ano incomum, de muitos extremos térmicos no Estado, em particular agosto, que definiu como “bizarro” pela temperatura até 6ºC acima do normal em algumas cidades gaúchas. Hackbart ressaltou que vários pontos da Capital ficaram mais quentes nos últimos anos, à medida que se amplia a urbanização com a expansão imobiliária, o que gera o efeito de ilha de calor urbano.

A média de 2012 superou os maiores valores da série histórica centenária de 20,7ºC, em 1940, 20,6ºC, em 2001, 20,4ºC, em 1961, e 20,2ºC, em 1914. O geógrafo e glaciologista da Ufrgs Jefferson Cardia Simões observa que não se pode atribuir um ano muito quente isolado às mudanças climáticas de aquecimento do planeta, mas ressalva que extremos de calor devem se tornar frequentes. “Explicar o 2012 nos Estados Unidos é fácil pelo forte aquecimento do Atlântico Norte, mas no caso do Rio Grande do Sul é mais difícil”, avalia o meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet. 

Sexta-feira segue média de janeiro, com manhãs frias e calor menos intenso
A massa de ar seco que atua no Rio Grande do Sul define as condições do tempo nesta sexta-feira. O sol predominará e existe alerta para índices elevados de radiação ultravioleta (UV). A temperatura estará amena na madrugada e ao amanhecer, inclusive baixa em pontos como a Serra Gaúcha, Aparados e Planalto Médio.

O aquecimento é rápido durante a tarde, contudo, e marcas próximas do 30°C podem ocorrer na maior parte do RS. O calor é mais forte no Noroeste gaúcho. A madrugada de sábado também terá temperatura baixa para janeiro. 

As mínimas devem chegar a 9°C em cidades como São José dos Ausentes. Com o aquecimento da tarde, porém, a máxima deverá ser mais alta que nesta quinta, com 32°C em Santa Rosa. Em Porto Alegre, as temperaturas variam entre 16°C e 29°C.

Com informações da MetSul Meteorologia.


Visto no Correio do Povo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Porto Alegre registra 44 dias de chuva neste inverno


Porto Alegre registra 44 dias de chuva neste inverno


Precipitação é 120% acima do normal

Porto Alegre terminou agosto com chuva acima da média, mas principalmente com um número de dias chuvosos muito superior ao normalmente observado. No entanto, o inusitado, conforme a análise da MetSul Meteorologia, é o alto número de dias de chuva neste inverno. Do começo da estação, em 21 de junho, até 31 de agosto, foram 44 dias com registro de chuva na Capital. Conforme a média histórica 1945-1974, o normal para este período seriam apenas 20 dias, ou seja, a Capital registrou um número de dias chuvosos 120% acima do normal até agora.

Em agosto, foram 19 dias com registro de chuva na Capital, o que corresponde a 61% dos dias do mês, na estação do Instituto Nacional de Meteorologia no bairro Jardim Botânico. Já o acumulado mensal no local atingiu 182,3 milímetros, quando a média histórica (1961-1990) é de 140,0 milímetros. Os dados da rede de monitoramento do Sistema Metroclima da Prefeitura revelam acumulados de precipitação ainda maiores na Capital. Em agosto, os acumulados foram de 210,2 milímetros em Belém Novo, 207,2 na Lomba do Pinheiro, 207,0 na Glória, 206,8 na Restinga, 198,4 no Jardim Leopoldina, 196,4 no Lami, 194,6 no Navegantes, 193,3 na Rodoviária, 192,4 no São Geraldo, 188,8 no Sarandi e 186,5 milímetros no Sarandi.

Situação idêntica se verifica na Região Metropolitana. Na estação da MetSul, no Morro do Espelho, em São Leopoldo, foram 35 dias com registro de chuva entre 21 de junho e 31 de agosto, sendo 16 em julho e 14 em agosto. Já a precipitação no local ficou abaixo da média em junho com 127,4 milímetros contra uma normal de 140,8 milímetros, muito acima da média em julho com 295,3 milímetros (normal é de 153,1 milímetros) e ainda acima da média em agosto com 189,8 milímetros, sendo que a média histórica (1987-2010) é de 112,5 milímetros.

Apesar da chuva ter ficado até 50% acima da média no mês, na Capital, não foi o agosto mais chuvoso dos últimos anos. Em 2009, a precipitação em agosto em Porto Alegre chegou a 399,8 milímetros na Lomba do Pinheiro, 337,4 na Restinga e 300,4 na Glória. Na época, tinha início no Oceano Pacífico um forte episódio de El Niño que foi responsável por um segundo semestre de chuva em volumes extremos na Capital.


Notícia do Correio do Povo.

E o inverno ainda não terminou...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Clima ajudou queda de Império Romano


Clima ajudou queda de Império Romano

Estudo mostra que, a partir do século 3, esfriou e parou de chover no Império, e a agricultura entrou em colapso

Publicação de livro sobre o tema, em 2005, aumentou o interesse na relação entre história e ambiente

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO 

Não é a resposta que quem corrige vestibulares espera, mas um novo estudo diz que, entre os fatores que levaram o Império Romano ao fim, está uma mudança climática.
Pesquisadores da Universidade Harvard e de várias instituições europeias mostraram que, no auge da expansão de Roma, o clima era quente e chuvoso. Isso fortalece a agricultura e, assim, ajuda a alimentar grandes exércitos, além de permitir uma economia pujante, evitando insatisfações internas.
Isso aconteceu por volta do ano 100 d.C., quando o Mediterrâneo virou um "lago romano", e o Império chegou a colocar os pés até no Norte da atual Inglaterra, onde concluiu, em 126 d.C., a muralha de Adriano, para manter os inimigos afastados.
Uma hora, porém, a prosperidade acabou. A partir do meio do século 3, mudanças climáticas tornaram o Império Romano mais seco e frio.
Segundo o grupo internacional de pesquisadores, que publicou suas conclusões na "Science", isso certamente afetou a produção de alimentos e pode ter estimulado causas tradicionalmente relacionadas à decadência de Roma, como a inflação.
Certamente políticas monetárias erradas colaboraram para piorar o cenário de crise econômica, dizem, mas não é por isso que se deve, nas palavras de Jan Esper, da Universidade Johannes Gutenberg (Alemanha), "seguir a crença comum de que civilizações estão isoladas de variações ambientais".
Para saber como era o clima há tanto tempo, os cientistas analisaram 9.000 pedaços grandes de madeira antiga. A maioria veio de restos de construções e artefatos de madeira na Europa.
Cada ano cria um anel único no tronco da árvore. Pacientemente, os cientistas foram retrocedendo, comparando pedaços de madeira cada vez mais antigos.
O desafio era ir criando uma sequência história de troncos: quando não havia mais como retroceder nos anéis de um, ter um novo pedaço de madeira, mais antigo, para seguir.
Conforme a grossura desses anéis, é possível saber quanto choveu e se fez frio ou calor naquele ano.
Os cientistas destacam que a existência de mudanças climáticas em um período pré-Revolução Industrial não significa que o aquecimento global contemporâneo seja natural. "O que está acontecendo agora não tem precedentes, é muito mais rápido", dizem os cientistas.
A ideia de que fatores ambientais, mais do que políticos, levam sociedades ao colapso ganhou força em 2005, quando o biogeógrafo americano Jared Diamond lançou o livro "Colapso". Nele, Diamond mostra como coisas como a exploração excessiva da madeira ou da pesca levaram sociedades à crise.
Não existia grande material científico, em 2005, sobre como o ambiente tinha atingido Roma. Os romanos, ao menos, não tiveram culpa pelas mudanças no clima que atingiram seu Império.