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terça-feira, 24 de julho de 2018

Cova Rasa - O Brasil e o assassinato de militantes de direitos humanos

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O Brasil é o país que contabilizou o maior número de assassinatos de defensores de direitos humanos e socioambientais em 2017. Os dados são do relatório anual da Global Witness, organização internacional fundada em 1993, que será lançado nesta terça (24). Segundo o levantamento, 207 ativistas foram mortos em cerca de 22 países.

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No Brasil foram contabilizados 57 assassinatos. Nas Filipinas, segunda colocada, foram registradas as mortes de 48 pessoas, o maior número já documentado em um país asiático. O México e o Peru tiveram um aumento nos assassinatos com relação a 2017: de três para 15 e de dois para oito, respectivamente.

Reprodução de parte da coluna de Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Anistia Internacional denuncia violência contra ativistas na América Latina

Anistia Internacional denuncia violência contra ativistas na América Latina

Colômbia é país com índice mais alto de homicídios

A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta terça-feira o aumento da violência contra ativistas de direitos humanos na América Latina e exigiu dos governos que tomem medidas para garantir a sua proteção. No relatório Defender os Direitos Humanos nas Américas: Necessário, Legítimo e Perigoso, a organização registra ataques, repressão e intimidação dos ativistas, "que são constantemente perseguidos e atacados em represália ao seu trabalho", segundo a diretora da AI para o Continente Americano, Erika Guevara. "Em vários países temos visto um aumento preocupante e vergonhoso da violência e repressão pelo mero ato de defender os direitos humanos e a justiça", declarou Erika.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) citados pela AI, a Colômbia é um dos países com o índice mais alto de homicídios, com 40 mortos nos primeiros nove meses deste ano. Entre setembro e outubro, uma centena de ativistas foi ameaçada por grupos paramilitares. A pesquisadora da Anistia Internacional Nancy Tapias Torrado observou que muitos desses homicídios poderiam ter sido evitados "se as autoridades tivessem tratado de forma adequada as denúncias e investigado as ameaças e os atos de intimidação de que essas pessoas foram vítimas".

Participantes de campanhas, advogados, jornalistas, líderes de comunidades e sindicalistas são objeto de agressões em sua luta para defender os direitos e denunciar as injustiças, diz a Anistia, que pede aos chefes de governo da América Latina e do Caribe que "façam mais para proteger e apoiar os defensores dos direitos humanos".

O relatório documenta casos de violência contra pessoas que defendem o direito a recursos naturais, os direitos das mulheres, dos homossexuais, das lésbicas, dos transexuais e bissexuais, os direitos dos imigrantes e dos trabalhadores.
O estudo abrange a Argentina, Bolívia, o Brasil, a Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, a Guatemala, o Haiti, Honduras, a Jamaica, o México, a Nicarágua, o Panamá, Paraguai, Peru, a República Dominicana e Venezuela.

Em Honduras, a AI lembra o assassinato, em 27 de agosto, de Margarita Murillo, que dedicou mais de 40 anos à defesa dos direitos dos camponeses. Em El Salvador, a organização denuncia a frequente intimidação às atividades de defesa dos direitos da mulher e ao aborto, enquanto no Caribe há clara perseguição aos defensores dos direitos dos homossexuais, bissexuais e transexuais.

Reprodução do Correio do Povo

sábado, 24 de novembro de 2012

Militante antiviolência é morta com três tiros em chacina em São Paulo



Luciene Neves, 24, integrante de um grupo de jovens católicos que atende vítimas da violência, foi morta na noite de anteontem a 73 metros de sua casa, no Jardim São Luís, zona sul da capital.
Por volta das 23h, durante o jogo Brasil e Argentina, uma moto com dois homens parou em frente ao bar do Buiú, onde 15 pessoas, incluindo Luciene, assistiam a um show sertanejo, tradicional às quartas-feiras.
Um dos homens pulou da moto, entrou no bar ainda de capacete e apontou a arma, disparando cerca de 30 vezes, afirmam testemunhas.
Três tiros acertaram Luciene. Ela morreu no local, diante de primos e amigos.
Esta foi a 17ª chacina do ano na Grande São Paulo, a quarta desde sábado.
"A gente vê na TV e acha que quem morre é sempre envolvido com o crime. Mas estão passando e atirando em qualquer um", afirma o dono de uma lanchonete do bairro, que não quis dar o nome.
Além de Luciene, morreram o tapeceiro Alexandre Figueiredo, 39, e o eletricista de automóveis Marcos Quaresma, 31. Uma mulher e dois homens ficaram feridos e foram levados para o hospital.
A mulher já teve alta e os homens estão estáveis.

15 MINUTOS

Luciene trabalhava como promotora de eventos em um selo de músicas católicas.
No grupo de jovens também ajudava usuários de drogas e ex-presidiários.
Ela estava no bar havia menos de 15 minutos, de acordo com familiares que não quiseram se identificar.
Dos cinco bares que ficam no mesmo quarteirão, aquele era o único aberto naquela noite --os outros têm fechado mais cedo, com medo da onda de violência.
A zona sul é uma das mais afetadas. Só no último dia 9 deste mês, nove pessoas foram baleadas na mesma noite no Jardim São Luís.
O bar do Buiú era visto pelos vizinhos como um local de "ambiente familiar". "O dono expulsava todo mundo por volta das 23h", conta uma vizinha que não quis ter o nome divulgado.
Luciene havia acabado de chegar do trabalho, deixou a bolsa em casa e foi até o bar enquanto a mãe terminava de preparar o jantar.
Era uma menina alegre, extrovertida e criada na Igreja Católica, segundo a família.
"É revoltante. A gente vive em uma guerra civil e o governo, acuado, não faz nada. É uma dor terrível", disse um primo de Luciene, que será enterrada nesta manhã. A polícia afirma que ainda não tem suspeitos.


Notícia da Folha de São Paulo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A morte de Juliano Mer-Khamis

Por Patricia Casoy

Segunda-feira. Homens armados e encapuzados disparam cinco tiros contra um motorista de um carro vermelho, matando-o na hora.
Este poderia ser mais um triste e corriqueiro episódio do cotidiano moderno das grandes cidades. Mas é mais do que isso. O local do assassinato é Jenin, território palestino; os assassinos, terroristas palestinos; e a vítima, o ator, diretor e fundador do Teatro da Liberdade, Juliano Mer-Khamis.
O ato brutal, covarde e nefasto, afasta cada vez mais a realidade (óbvia) da coexistência entre israelenses e palestinos, deixando os indivíduos que anseiam pela paz imersos em uma angústia profunda.
Mer-Khamis iniciou seu propósito de unir os ditos opostos já pelo código genético. Filho de mãe judia e pai palestino, nunca viu a necessidade de justificar viver entre duas culturas, já que isso era o natural. E assim o fez, até a idade de 52.
Nascido em Nazaré, serviu no Exército israelense na juventude, e logo após seguiu carreira no teatro e no cinema, como ator e diretor; e decidiu continuar o projeto da mãe, que nos anos 80 fundou uma escola de teatro para crianças em Jenin, território palestino na região da Cisjordânia. No ano de 2006, juntamente com Zakaria Zubeidi, ex-terrorista líder das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, Jonatan Stanczak, ativista sueco-israelense e Dror Feiler, artista sueco-israelense, fundou o Teatro da Liberdade, um teatro comunitário para crianças e jovens do campo de refugiados de Jenin, que tem como objetivo trabalhar as habilidades individuais, auto-conhecimento e confiança, utilizando o processo criativo como modelo para a mudança social.
Desde sua inauguração, o Teatro já era alvo de ameaças, tendo sido queimado duas vezes ao longo de sua existência. Numa tentativa de apaziguar os ânimos, Zubeidi foi nomeado co-diretor do espaço, mas as ameaças continuaram até se concretizarem na tragédia de segunda-feira.
Por que ele foi morto? Como ponderou Amira Haas, em artigo do Haaretz, talvez porque, como artista palestino, tentasse imprimir uma "transgressão" a um sistema social repressor; ou porque, como artista judeu, ousasse criticar um modelo social ao qual ele nao pertencia, e portanto, não tinha nenhum direito de fazê-lo.
Mas não importa. O que se vê é um homem de coragem, judeu de esquerda, artista palestino, que sempre buscou construir uma ponte de aproximação entre dois povos e que, dentre as escolhas como ator, sempre abordou temas sobre os quais lhe fosse importante discutir, onde visse a possibilidade de promover suas idéias, sempre de forma coerente e íntegra.
O que resta em Jenin hoje? Manchas de sangue em frente ao teatro e jovens que perderam um lider. Mas fica também o caminho para a mudança. Ele existe, apesar de tanto movimento contra, apesar da ausência de líderes de verdade de ambos os lados, palestino e israelense. O caminho persiste, mesmo que terroristas insistam em realizar atentados, mesmo que governantes continuem a adotar políticas contra-producentes, mesmo que radicais saiam às ruas promovendo apenas o ódio vazio ao invés de diálogo.
Juliano tinha o teatro para expurgar toda a insanidade desta realidade, e através da arte, promover a mudança. Ele deixa sua biografia, trabalho e principalmente coragem como legado; desejo apenas que tenhamos a habilidade de utilizá-lo de maneira sábia. 




Visto no blog do Luís Nassif.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Militante de direitos humanos assassinado no Tocantin

Militante de direitos humanos é achado morto no Tocantins

A Polícia Civil investiga a morte do integrante da Comissão de Direitos Humanos do Tocantins Sebastião Bezerra da Silva, 40, encontrado enterrado na madrugada de ontem em uma fazenda de Dueré (228 km de Palmas).
Segundo a polícia, o corpo tinha sinais de violência.
Representante regional do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Silva atuou em casos polêmicos no Estado, como a denúncia contra PMs por tortura e assassinatos. Também esteve envolvido na apuração do linchamento de um preso no interior.
De acordo com um coordenador da Comissão Pastoral da Terra, Silva relatou que sofria ameaças.