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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Morre o rei da Tailândia aos 88 anos

rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, morreu nesta quinta-feira aos 88 anos em um hospital de Bangcoc onde estava internado há mais de um ano, informou a Casa Real em comunicado.

No comunicado se detalha que o monarca morreu às 15h52 (horário local, 5h52 em Brasília) no Hospital Siriraj da capital tailandesa.
Bhumibol, que era o decano dos chefes de Estado do mundo após 70 anos no trono, morreu após ser submetido no sábado a um procedimento para drenar líquido em seu cérebro, o que lhe causou uma forte queda de pressão.
"A equipe médica fez todo o possível, mas seu estado de saúde piorou", segundo o comunicado, acrescentando que o rei morreu em paz.
Bhumibol estava internado no Hospital Siriraj de maneira quase ininterrupta há mais de um ano e desde então a Casa Real emitiu 37 comunicados sobre o desenvolvimento de sua hospitalização.
A última aparição pública do monarca foi no dia 11 de janeiro, quando realizou durante algumas horas uma visita ao palácio real de Chitralada.
O estado de saúde de Bhumibol é um assunto muito sensível no país devido à lei de lesada altivez, que castiga com entre três e 15 anos de prisão os insultos contra a família real.
Bhumibol, no trono desde 1946, é o único rei que conheceu a maioria dos tailandeses, que o tinham como um ser quase divino, símbolo de unidade e guia da nação. 


Notícia da EFE, vista no Terra.  

Comentário rápido: pena que com o rei, não acabe também a monarquia.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O rei Juan Carlos vai se calar


O rei da Espanha, o discretamente escandaloso Juan Carlos, vai abdicar.
Por que a Espanha não aproveita para abolir a monarquia, essa aberração da idade primitiva do comportamento humano, em busca de um pai, e instaurar uma república? No século XXI, qualquer monarquia, por melhor que seja, é absurda.
A britânica tem a mesma função e utilidade que as cabines vermelhas de telefone que ornam Londres em tempos de celular.
É puro folclore.
Só não cai para não prejudicar o turismo. Poderia render mais se a rainha aceitasse fazer selfies com turistas.
Nenhum cargo público pode ser hereditário ou vitalício.
O resto é conversa de súdito.
– Para que serve um rei, pai?
– Para evitar que a gente tenha de escolhê-lo pelo voto, filho.
– Isso é bom.
– Para o rei, filho.
– Por que temos rei, pai?
– Porque temos gente que gosta de beijar mão e dobrar os joelhos.
– O filho do rei vai assumir como novo rei?
– Vai.
– Ele é o escolhido da população?
– Não. Ele foi o espermatozoide real vencedor na corrida ao trono.
– Qual a melhor medida para evitar reis incompetentes, pai.
– O uso da camisinha.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Qual será o futuro das monarquias europeias?


Quando o Brasil ficou independente, D. Pedro 1º apresentava-se aos diplomatas europeus como o único representante do "sistema europeu" nas Américas, onde predominava o "sistema americano". Na época, e até 1870, as repúblicas estavam todas no Novo Mundo. Assim, "sistema europeu" era sinônimo de monarquia e "sistema americano", sinônimo de regime republicano.
Atualmente restam somente 12 monarquias na Europa : Reino Unido, Andorra, Bélgica, Dinamarca, Liechtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e o Vaticano, o qual funciona como uma monarquia eletiva. A mais importante dessas monarquias, o Reino Unido, prepara os festejos dos 60 anos do reinado de Elizabeth 2ª.
Embora o herdeiro do trono, o príncipe Charles, 64, tenha atualmente a função efetiva de regente da Coroa, exercendo poderes representativos ao lado de sua mãe, ninguém sabe ainda qual será a data de sua entronização. De fato, com 87 anos, a rainha não tem a intenção de abdicar do trono, como o fizeram recentemente a rainha Beatrix, da Holanda, ou o papa Bento 16. Coroada em 1953 na abadia de Westminster, a rainha jurou ocupar o trono até a sua morte.
De todo modo, como a maioria dos outros monarcas europeus, a rainha da Inglaterra só exerce funções simbólicas. Suas atividades sociais ajudam a manter a identidade comum do Reino Unido e, sobretudo, do Commonwealth, a organização intergovernamental formada por 54 países espalhados pelas quatro partes do mundo. À exceção de Moçambique e de Ruanda, todos esses países foram colônias ou protetorados britânicos.
Ao inverso, o rei da Bélgica tem poderes bem extensos. Exercendo o poder executivo federal, o rei nomeia e demite os ministros que em seguida devem obter um voto de confiança do Parlamento. O rei da Bélgica também dá sua aprovação e promulga as leis votadas pelo Parlamento federal. Tudo isso, porque o rei Albert 2º tem a pesada responsabilidade de manter unido um país que está cada vez mais perto de uma divisão definitiva entre seus dois povos componentes, os flamengos e os valões.
Na Espanha, o rei Juan Carlos 1º também exerce um papel importante na unidade de seu país, depois de ter ajudado a consolidar a democracia. De fato, respaldado pela União Europeia, Juan Carlos contribuiu para isolar a tentativa de golpe em Madri em fevereiro de 1981. No entanto, a situação espanhola evoluiu bastante. Mergulhados numa severa crise econômica e social, muitos espanhóis se afastam de um trono minado por gastos inúteis e escândalos financeiros.
Na semana passada, ao chegar à ópera de Barcelona para assistir a um espetáculo, o príncipe Felipe, herdeiro do trono de Madri, e sua mulher, a princesa Letícia, foram copiosamente vaiados. Tanto na entrada como no interior da ópera. Fato inédito no contexto das atuais monarquias europeias, as vaias para o príncipe herdeiro são de mau agouro para a monarquia espanhola, abolida pelos espanhóis em 1929 e restabelecida pelo ditador Francisco Franco em 1975.  Descendente direto do grande rei da França, Luís 14, o príncipe Felipe será talvez o ultimo rei de um país que conserva um arraigado sentimento republicano.

Tais eventos parece confirmar o preságio formulado há 61 anos pelo rei Faruk, do Egito, depois de ser deposto por um golpe militar no Cairo, em 1952: "Daqui alguns anos, só haverá cinco reis, o rei de espadas, o rei de ouros, o rei de paus, o rei de copas e a rainha da Inglaterra".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

José Simão vê o casamento de William e Kate

“E o casamento do século? William e Kate. E se a Diana virou Lady Di, a Kate vai virar Lady Kate. Do "Zorra Total". E quem vai representar o Brasil? O Tiririca já foi convidado. O Tiririca já recebeu pulseirinha VIP! O Michel Temer acha que o PMDB tem que participar. Mas foi negado.
E o Diário de Barrelas revela: "Ex-BBBs desembarcam em Londres para o casamento do século!". Rarará! Um grupo de 42 ex-BBBs chegou em Londres às 11h30 desta manhã. A comitiva de brothers e sisters desembarcou no aeroporto de Heathrow entoando gritos de "uhuuu" e "caraaaaaca!". Rarará!”


Um casamento de conto de fadas? Que tolice!

Um casamento de conto de fadas? Que tolice!

Marco Evers

O casamento real de William e Kate na sexta-feira (29/3) será uma piada, uma celebração irremediavelmente exagerada de um sistema absurdamente antidemocrático, segundo o correspondente do “Spiegel” em Londres, Marco Evers. Ele se apieda pela perda iminente de liberdade da noiva e se pergunta por que esta nação excêntrica continua a adorar a família Windsor.
A coisa toda parece uma aberração da história.
Está errado quando o chefe de Estado de um país só pode vir de uma família. Está errado fornecer a este clã palácios, terras e toda forma de bolsas para poupar seus membros da indignidade de terem que ganhar a vida e permitir-lhes que vivam no luxo. Está errado se dirigir aos Windsor como Sua Alteza Real ou mesmo Sua Majestade, como acontecerá depois da sexta-feira com a adorável Kate Middleton. Está errado vê-los como qualquer coisa além de pessoas feitas de carne e osso, como eu e você.
Milhões de britânicos sabem disso. O jornal “Guardian” quer abolir a monarquia, assim como o “Independent” e a revista “Economist”. Muitos professores, diretores de cinema, autores, atores e políticos gostariam que o Reino Unido se tornasse uma república –mas eles continuam sendo uma minoria que, por anos, ficou constante em torno de 18% da população.
Cherie Blair, a difícil esposa do ex-primeiro-ministro Tony, certa vez recusou-se a fazer uma reverência para Elizabeth Windsor, mas a maioria dos britânicos gosta de fazer isso e ainda mais pela Rainha e o País. Os Windsor são a família real mais cara da Europa, mas o povo continua pagando sem reclamar, ao menos enquanto a Rainha Elizabeth está viva.
A Rainha é dona de todos os cisnes, baleias e esturjões
O Reino Unido, contudo, é um país estranho. Não tem constituição escrita, mas tem um sistema de classe rígido. Os advogados usam perucas no tribunal e não há cidadãos, apenas súditos. Por lei, todos os cisnes, todas as baleias e todos os esturjões são propriedade da Rainha, mas não há um time de futebol nacional.
E se a Rainha quiser dar essa honra a algum de seus súditos, ele pode orgulhosamente ser chamado de “Oficial”, ou até de “Comandante da Ordem do Império Britânico”. Que diabos esses títulos querem dizer? Grande parte desse salamaleque parece tão antiquada quanto o metrô de Londres.
Os soldados britânicos estão lutando pela democracia no Afeganistão e Líbia, e eles lutaram por ela no Iraque. Mas em casa, eles defendem a ideia absurdamente não democrática que ninguém além de um Windsor pode ser chefe de Estado. Assim que Elizabeth, que tem 85 anos, deixar seu invólucro mortal, seu filho Charles, de 62 anos, já desgastado por sua longa espera para a acessão, assumirá o trono, apesar das pesquisas de opinião mostrarem que a maioria dos britânicos não querem que o príncipe esotérico e introspectivo se torne rei. A pompa e a cerimônia em torno do casamento de William e Kate é a mais recente expressão da excentricidade britânica –mas uma grande parte do mundo parece também estar sucumbindo ao seu apelo.
Sim, as carruagens de ouro e veludo são bonitas, o cortejo da noiva será uma verdadeira visão e a abadia de Westminster é um cenário bastante espetacular para a cerimônia. Mas será que vale todo esse fuzuê? Mais de 10.000 jornalistas estão baixando em Londres. Os canais alemães ARD, ZDF, Sat 1, RTL, n-tv e N24 dificilmente vão transmitir qualquer outra coisa na sexta-feira. Todo mundo está fingindo que este espetáculo é o evento mais importante e bonito da Terra –mas não é.
Estranhamente, o público britânico não está tão interessado no casamento quanto se pensa. A maior parte diz que não liga para o evento. Somente um terço planeja assistir ao espetáculo na televisão. E comparada com as núpcias reais anteriores, relativamente poucos planejam tomar parte nas festas de rua tradicionais. No centro de Londres, os hotéis estão com muitas vagas, apesar de estarem oferecendo descontos para o final de semana.
Milhões de súditos da Rainha já fugiram da ilha em companhias áreas mais baratas antes da Páscoa e agora estão ocupando as praias da Turquia, Chipre, Egito e Caribe. Com certeza, o tempo será melhor do que em Londres, onde a previsão para sexta-feira é de chuva.
O Reino Unido ainda está mergulhado em sua pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial. Todos deveriam estar arregaçando as mangas para tirar a nação da depressão. Mas o governo declarou o dia do casamento feriado, e as escolas, bancos, escritórios e fábricas estarão fechados –só porque o herdeiro do herdeiro do trono está se casando. O feriado extra pode levar a uma ocupação maior dos bares do país, mas vai terminar custando bilhões à economia.
Um casamento ditado pelo protocolo do palácio
Na verdade, o casamento de William e Kate é um triste espetáculo. Os dois jovens não estão se casando da forma que gostariam, mas como o palácio, o protocolo e a vovó exigem.
William, 28, está acostumado a isso porque nasceu dentro disso. Mas para Kate, 29, sexta-feira vai marcar o fim da liberdade. Para seus pais, será um pouco como a morte da filha. Ela não vai pertencer mais a eles –será elevada a uma forma de ser humano aristocrático distante, sempre indisponível para aquele jantar improvisado com mamãe e papai.
Casamento de conto de fadas? Nem de perto.
Alguns amigos e parentes estarão presentes na abadia de Westminster, mas a maior parte dos convidados será de estrangeiros, e alguns deles serão repulsivos. O rei Mswati, o déspota da nação empobrecida de Suazilândia, que tem 13 mulheres, virá com sua comitiva de 50 pessoas. Os potentados árabes também foram convidados, alguns dos quais atualmente estão matando manifestantes pela democracia em suas ruas. Quem gostaria de se casar em tal companhia?
Metade do gabinete britânico vai participar da festa, junto com o líder da oposição trabalhista Ed Miliband, que sustenta o título grandioso de “Líder da Oposição Leal de sua Majestade”. O antigo primeiro-ministro conservador John Major estará presente. Mas os dois últimos primeiros-ministros trabalhistas, Tony Blair e Gordon Brown, não foram convidados. Será uma punição por terem apoiado a proibição da caça à raposa? Por que o autocrático sultão de Brunei foi convidado e não os dois líderes anteriores de um governo britânico democraticamente eleito?
O mundo todo está esperando para admirar o vestido de casamento de Kate. O estilista ficará afogado em trabalho depois disso. Mas aquela que vestirá o vestido enfrenta um futuro que de fato não deve ser desejável para uma mulher inteligente do século 21. Kate terá apenas três tarefas de agora em diante: servir a seu marido, ser bela e gerar filhos, preferencialmente meninos. Além disso, tudo o que tem a fazer é ficar calada.
É como nos anos 50 –só que muito pior, porque terá que continuar a reverenciando a Rainha e os outros membros da hierarquia da família com a qual está casando.
A coisa toda parece muito pior do que uma aberração da história. É uma piada.

Tradução: Deborah Weinberg


Um casamento irreal

Um casamento irreal

RIO DE JANEIRO - Mais pelo desinteresse pessoal do que pelo peso dos anos, não estou dando a mínima bola para o casamento na família real da Inglaterra. Trata-se de uma reprise em versão de filme B. Entre as desditas de minha vida profissional, incluo a ida a Londres para cobrir o casamento do príncipe Charles com Lady Di, por conta de duas revistas de amenidades, "Manchete" e "Fatos&Fotos".
A confusão começou na agência da Keystone, que trabalhava para o mesmo grupo. Mesmo assim, consegui credencial para um bom lugar, onde vi Lady Di entrar na catedral de São Paulo carregada pelo pai, um tal de lorde Spencer, que por sinal exagerara no gim e estava trôpego. Não foi ele que levou a filha ao altar: a filha é que o levou até lá.
O príncipe Charles estava simplesmente apavorado, olhava para a mãe que o fiscalizava, em busca de uma aprovação que não foi completa. Foi nessa cerimônia que vi o personagem mais gordo do mundo, um rei de país africano que equivalia a cinco Jô Soares comprimidos. Kiri Te Kanava salvou a festa cantando Handel.
A imprensa mundial queria a foto dos nubentes se beijando na sacada do palácio. O beijo demorou, foi preciso a intervenção de muita gente para que os dois se beijassem à frente da multidão. Sabia-se que o príncipe tinha um caso. O que não se sabia era o tipo de princesa que Lady Di ameaçava ser.
Londres estava uma festa. Nas confeitarias, os bolos tinham a cara dos noivos, em todas as lojas e ruas o casal comparecia de mil formas, comia-se e vestia-se com Charles e Diana, um "conto de fadas" -como agora a imprensa classifica o novo evento.
Foi um dos maiores sacos de uma carreira profissional mais do que modesta. Ali mesmo, roguei pragas, tais e tantas, que o casamento deu no que deu.