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quinta-feira, 11 de junho de 2015

A homossexualidade é contrária à Bíblia? Reflexões em vista do Sínodo


A homossexualidade é contrária à Bíblia? Reflexões em vista do Sínodo


O mandamento do amor de Jesus é o critério da justiça das relações, com base no qual se deve discernir se uma relação entre seres humanos é agradável a Deus ou não. É sobre esse critério que devem ser medidas tanto as uniões homossexuais quanto o matrimônio entre homem e mulher, que não é, por si só, uma forma completa de vida comum.
A opinião é do pastor protestante alemão Stefan Scholz, em artigo publicado no sítio da revista Der Spiegel, 01-06-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Os homens amam as mulheres, e as mulheres amam os homens; o casamento é a forma correta que essa relação assume. Certamente, o casal humano nunca foi expressado de maneira tão simples, mas, desde que lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros etc. ampliaram a gama das possíveis formas de vida, também na percepção pública, a ruptura entre a moral sexual cristã clássica e a multiplicidade das vivências sociais é cada vez mais difícil de superar.
Limito-me aqui ao conflito entre as afirmações da Bíblia sobre a homossexualidade e as atuais relações entre pessoas do mesmo sexo que, obviamente, não existem apenas fora da Igreja.
Em comparação com os debates que são conduzidos de maneira aprofundada na Igreja e na teologia, na Bíblia, ao contrário, a homossexualidade é claramente uma questão marginal: faz-se referência ao assunto em menos de dez pontos. Basicamente, a situação é clara. As relações entre pessoas do mesmo sexo são coisas de pagãos e são consideradas incompatíveis com a fé em Javé ou com a vida em Cristo, e, portanto, são severamente rejeitadas. Mas é muito menos claro como isso deve ser compreendido e ordenado.
No Antigo Testamento, são enunciados sobretudo as três passagens seguintes: em primeiro lugar, o código de santidade que pretende regulamentar de maneira detalhada as formas de relações corporais permitidas e proibidas. Em dois pontos, é pedido de forma absoluta e inequívoca a pena de morte para as relações sexuais entre homens do sexo masculino, Levítico 18, 22 e Levítico 20, 13.
Mais controverso, em segundo lugar, é o relato da aniquilação de Sodoma e Gomorra, em Gênesis 19. Se a maldade dos homens dessas cidades pode realmente ser identificado com a violência homossexual e se é por causa disso que os lugares são destruídos, hoje, essa não é mais considerada a opinião da maioria dos estudiosos das ciências bíblicas. Deveria se tratar, ao contrário, da ofensa ao direito de hospitalidade e de outras formas de violação sexual.
Em terceiro lugar, são apresentados, eventualmente, apenas alusões eróticas na descrição da amizade de Davi eJônatas em 1Samuel 18, 1-4.
Também no Novo Testamento são três as passagens principais que são citadas a esse respeito: correlacionadas entre si, acima de tudo, estão dois catálogos de vícios, 1Coríntios 6, 9 e 1Timóteo 1, 10. Aqui, são listados os mais diversos males e horrores. Para aqueles que os cometem estão trancadas as portas do céu. Em ambos os casos, ao lado dos mentirosos, assassinos e sacrílegos, também são listados os homens que cometem atos sexuais de homens com homens.
Particularmente iluminador é finalmente Romanos 1, 26-27. Esse é o único ponto onde é considerada também a sexualidade entre duas mulheres. Aqui, o desejo homossexual não é visto como algo que envolve uma específica sanção como a pena de morte ou a exclusão da salvação.
Ao contrário, aqui é justamente o desejo de relação com pessoas do mesmo sexo que é entendido como uma atormentante tortura, uma aberração e uma falsa crença.
Essas são as citações, poucas e claras, que encontramos na Bíblia, sobre as quais se levanta uma série de difíceis perguntas complementares. Concentro-me sobre dois pontos centrais: aquilo que aqui é muito naturalmente condenado pode ser comparado com as atuais relações homossexuais?
O ponto de vista e o modo de entender a homossexualidade mudaram várias vezes no passado. Se até a idade moderna as relações homossexuais eram consideradas pecados graves e blasfêmias contra a vontade do Criador, às quais se podia opor apenas com a reta fé e, se necessário, também com o fogo, no percurso triunfal da medicina no século XIX, a tendência homossexual era interpretada principalmente como doença, perversão e distúrbio psíquico.
A estratégia para ajudar as pessoas afetadas era a cura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) só apagou a homossexualidade da sua lista de doenças em 1992. Hoje, a maioria dos e das pesquisadoras consideram a homossexualidade como uma variante na evolução. Ela existe tanto entre os animais quanto entre os homens, as causas permanecem indefinidas, não foi possível estabelecer nem que exista um gênero gay, nem que exista uma clara relação entre educação e homossexualidade. É absolutamente absurdo, na atual visão daqueles que aprofundaram o assunto, conectar a homossexualidade com um comportamento moralmente incorreto.
Se, a partir daqui, deslocamo-nos agora para as épocas da Bíblia, que absolutamente não devem ser consideradas como uma unidade fechada, tornam-se evidentes mais mudanças no modo de entender a sexualidade e a homossexualidade.
A plena humanidade, em conformidade com a "semelhança de Deus", segundo Gênesis 1, 27, só podia ser concebida na unidade de homem e mulher. O objetivo da sexualidade era claramente visto na reprodução, a tal ponto que um homem podia ter até mais mulheres, veja-se Gênesis 1, 16Paulo descreveu o matrimônio entre homem e mulher em1Coríntios 7 apenas como uma concessão à pulsão sexual, mas, para ele, era melhor uma vida continente.
Um comportamento homossexual era globalmente considerado como não judeu e, mais tarde, também como não cristão. Os escritores bíblicos, especialmente no período neotestamentário, a esse respeito, podiam ter diante de seus olhos o que se segue: na antiga Grécia e em Roma, havia um comportamento homossexual, especialmente uma relação sexual entre um homem adulto e um jovem com idade dos 12 aos 18 anos, em casos excepcionais talvez até os 28 anos. O mais velho devia ser ativo, o mais jovem, passivo – todo outro comportamento diferente era considerado desonroso e muitas vezes fornecia matéria para escárnios, intrigas e chantagens.
Uma das mais famosas transgressões à regra seguramente foi referida contra Júlio César, porque teria imposto ao derrotado rei de Bitínia o papel de parceiro sexual passivo. O comportamento assimétrico não era evidenciado apenas na diferença de idade: na Grécia, muitas vezes, tratava-se de relações mestre-discípulo, enquanto em Roma, ao contrário, era os escravos que deviam assumir o papel passivo.
Havia também a prostituição masculina exercida como profissão. A homossexualidade feminina também existia na antiguidade, mas é muito menos documentada e era considerada de maneira extremamente suspeita. Porque, de fato, as mulheres só podiam ter um único tipo de comportamento sexual: ou seja, deviam estar a serviço do homem e ser passivas.
A partir desses poucos traços, podemos ter uma ideia do que estava conectado com a homossexualidade no âmbito cultural da Bíblia e pelo que estavam inequivocamente delimitados os textos do Antigo e do Novo Testamento.
A diferença daquilo que é aqui entendido como comportamento homossexual, mas também sexualidade em geral, leva a uma profunda reflexão em relação ao significado das afirmações bíblicas nesse contexto.
Que valor a Bíblia tem para as interrogações éticas no âmbito sexual hoje? Uma condenação das práticas homossexuais como simples aplicação das afirmações bíblicas sobre o assunto não leva em conta nem os atuais conhecimentos das ciências humanas sobre as identidades sexuais, nem as pesquisas histórico-críticas sobre os antigos conceitos sexuais. Ora, a homossexualidade é contrária à Bíblia?
Se nos referirmos àquilo que naquela época se podia imaginar e àquilo era praticado, certamente sim. As uniões homossexuais atuais, com ou sem filhos, que se encarregam da responsabilidade recíproca entre os parceiros, no entanto, são algo completamente diferente. Portanto, seria irresponsável e difamatório contestar-lhes a legitimação cristã do seu conceito de vida.
Igreja Evangélica já propôs, a esse respeito, outro caminho, embora acompanhado de violentas controvérsias, o que não surpreende, dado o assunto. No seu documento de orientação "Zwischen Autonomie und Angewiesenheit" (Entre autonomia e dependência) de 2013, ela renuncia conscientemente a aceitação literal das regras e das proibições bíblicas.
Em vez disso, tira do mandamento do amor de Jesus o critério da justiça das relações, com base no qual se deve discernir se uma relação entre seres humanos é agradável a Deus ou não.
Sobre esse critério, devem ser medidas tanto as uniões homossexuais quanto o matrimônio entre homem e mulher, que não é, por si só, uma forma completa de vida comum. Desse modo, a Bíblia continua tendo a sua força orientativa, é entendida como livro com o qual se pode aprender, mas que não substitui a reflexão crítica de cada um, mas a enriquece.
Igreja Católica encontra-se diante da necessidade de enfrentar obstáculos maiores. O clássico modo de entender o matrimônio como sacramento oferece menos espaço de manobra para um efetivo reconhecimento das formas de vida homossexuais e dos posteriores laços familiares para além da comunidade matrimonial.
O alto valor atribuído à tradição impede um diálogo aberto com os mundos em transformação. A liberdade aparece aqui mais fortemente vinculada. Portanto, não deveríamos esperar muito do Sínodo sobre a família no fim do ano. Mas, certamente, há muito para se ter esperança.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Quem cura quem? A “cura gay” coloca os psicólogos no armário

O projeto de lei pejorativamente denominado de “cura gay”, aprovado no último dia 18 na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, ganhou protestos nas ruas e discussões no país nas últimas semanas. De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), ele, na verdade, pretende dar mais liberdade a pacientes homossexuais que queiram buscar ajuda de psicólogos. 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) por votação simbólica requerimento do autor do projeto para que o texto fosse retirado de tramitação. Com a retirada de pauta, um projeto com o mesmo teor só poderá voltar a ser apresentado em 2014. Se o projeto tivesse sido votado e rejeitado pela maioria dos deputados, um texto semelhante só poderia ser protocolado na próxima legislatura, a partir de 2015.

O Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC) se manifestou diante do polêmico projeto de lei na declaração a seguir.

***

Sobre o projeto de decreto legislativo, PDC 234/2011, do Deputado João Campos, e a Nota de Esclarecimento emitida pelo Conselho Federal de Psicologia em 07/05/2013.

A propósito de polêmicas sobre o Projeto de Decreto Legislativo – PDC 234/2011, do Deputado João Campos, que pretende sustar os artigos 3° e 4° da Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por considerá-los restritos à liberdade de atuação dos psicólogos, e, considerando a Nota de Esclarecimento emitida pelo Conselho Federal de Psicologia em 07/05/2013 com título “Resolução do CFP não impede atendimento a pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual”, o Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC), como o fórum permanente de discussões de interface ciência psi e fé cristã, vem a público dizer que:

O Projeto do Deputado João Campos em seu texto repercutiu vozes insatisfeitas com a redação de partes da Resolução, especialmente o parágrafo único do artigo 3° que diz: “Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.” Esta redação peca por imprecisão e coerção à livre discussão de ideias e de práticas clínicas, essenciais para o avanço de ciência psicológica. Desta forma gerou insegurança em muitos que atendem pessoas insatisfeitas com suas práticas sexuais geradoras de sofrimento psíquico e que buscam vivenciá-las adequadas ao seu sistema pessoal de valores. Vale lembrar que o artigo 2°, letra b, do Código de Ética veda o psicólogo de induzir seu paciente e convicções religiosas como proíbe à indução de convicções políticas, filosóficas, morais e ideológicas e de orientação sexual;

Relembra que o psicólogo trabalha a partir da demanda e da queixa do seu paciente, e sempre dentro do marco epistêmico da psicologia, como um agente facilitador na superação do sofrimento e do mal-estar psíquico e na promoção do seu bem-estar, respeitando e preservando sempre a subjetividade e os valores do paciente. Entende que da mesma forma que um psicólogo não pode fundamentar seu trabalho a partir de suas crenças religiosas nem discriminar negativamente um paciente homossexual, depreciar sua orientação sexual ou comportamento, nem induzi-lo a procurar tratamentos não solicitados, será igualmente antiético tratar crenças e os valores de fé do paciente como expressões patológicas, de subdesenvolvimento psíquico, ou induzi-lo a se comportar de maneira contrária a sua fé e religião;

Considera a atual redação do parágrafo único do Artigo 3° e o Artigo 4° como geradora de insegurança jurídica para os profissionais da psicologia, configurando um ato de censura prévia ao pensamento e exame de questões relativas à sexualidade. Propõe que seja integrada, ao artigo 3° da Resolução, o seguinte teor da Nota de Esclarecimento do CFP sobre a Resolução: “Esta norma não proíbe as (os) psicólogas (os) de atenderem pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual, seja ela homo ou heterossexual, nem tampouco, pretende proibir as pessoas de buscarem o atendimento psicológico”. E ao Art. 4° que diz: “Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”, propõe que se adicione o seguinte Parágrafo Único: “Esta norma preserva o direito e dever de liberdade de pesquisa, discussão e expressão em questões da sexualidade humana”. Desta maneira o PDL 234/2011 perderá sentido e se esvaziará.

O CPPC manifesta sua disposição para colaborar no diálogo produtivo isento de preconceitos.

Curitiba, 18/06/2013.


Reprodução do Ultimato.

terça-feira, 8 de março de 2011

Corte britânica impede que casal de cristãos sejam pais adotivos devido às suas convicções religiosas

Nottingham, 02 Mar. 11 / 05:46 pm (ACI)

Em uma sentença que poderia assentar precedentes legais na justiça britânica, em 28 de fevereiro dois juízes de Nottingham resolveram que um casal de esposos cristãos não poderia adotar uma criança devido à sua convicção de que o "estilo de vida homossexual" é inaceitável.

Eunice e Owen Johns, de 62 e 65 anos de idade respectivamente, são cristãos pentecostais da cidade de Derby que já cuidaram de 15 crianças como pais substitutos no passado. Eles não os adotavam, mas os criavam temporariamente como se fossem filhos seus.

Ambos foram levados a uma corte por um agente social que expressou sua "preocupação" pela perspectiva que ambos têm sobre o estilo de vida homossexual.

"Tudo o que nós queremos fazer é oferecer um lar cheio de amor a uma criança necessitada. Nós temos um bom passado como pais substitutos, mas como somos cristãos com uma ética sexual, aparentemente não somos suficientemente bons para ser (pais adotivos)”, assinalou Eunice Johns.

"Os juízes -denunciou- sugerem que nossa perspectiva pode prejudicar as crianças. A Comissão de Igualdade e Direitos humanos nos disse que nossas convicções poderiam 'infectar' os pequenos mas não acreditam que isso seja assim".

Johns também disse que "estamos preparados para amar e aceitar a qualquer criança. O que nós não queremos fazer é dizer a um pequeno que a prática homossexual é algo bom. Mais ainda, uma criança vulnerável acaba de perder a oportunidade de encontrar um lar seguro e serviçal em uma época em que existem poucos dispostos a cuidar ou adotar".

"Sentimo-nos excluídos e sentimos que não há lugar para nós na sociedade, não recebemos justiça e (os juízes) acreditam que se necessita uma perspectiva independente para revisar este caso" que estes esposos vão apelar.

Por sua parte Ben Summerskill, diretor da organização Stonewall que agrupa lésbicas, gays e bissexuais, comentou sobre a sentença que "os agrada que o tribunal tenha favorecido a decência do século XXI por cima do prejuízo do século XIX".

Os juízes Munby e Beatson encarregados do caso se referem em sua sentença à polêmica Lei de Igualdade e Orientação Sexual de 2010. Ambos assinalam que colocar uma criança aos cuidados dos Johns poderia "gerar um conflito com o dever da autoridade local de proteger e promover o bem-estar das crianças".

Para os juízes, neste caso não se atenta contra a liberdade religiosa dos Johns, que em todo caso fica em um segundo lugar "porque as leis sobre a igualdade quanto à orientação sexual devem ser consideradas primeiro".

A sentença também assinala que as autoridades podem exigir aos indivíduos uma "atitude positiva" para as inclinações e o estilo de vida homossexual.

Em opinião dos magistrados Munby e Beatson os Johns não sofreram discriminação religiosa já que sua exclusão como pais substitutos não se deve a isso mas às suas considerações éticas.

Andrea Williams, Diretora do Christian Legal Center do Reino Unido, reiterou que os juízes "efetivamente disseram aos Johns que suas perspectivas podem prejudicar aos meninos".

A decisão dos magistrados de Nottingham também se refere ao "assunto óbvio" de que Grã-Bretanha é "um estado secular e não uma teocracia" por isso "apoiar-se em uma crença religiosa não pode imunizar nunca o crente do alcance da lei secular".

Williams advertiu que "a lei começou a ser interpretada pelos juízes de tal modo que favorece os 'direitos' homossexuais por cima da liberdade de consciência. Diversas áreas da vida pública estão saindo do espectro de cristãos que não querem comprometer suas crenças".

"Se a moral cristã prejudica as crianças e é inaceitável para o Estado, então quantos anos restam antes que os filhos naturais sejam arrebatados de seus pais cristãos?", questionou a advogada.

A controvertida norma sobre a orientação sexual em Grã-Bretanha forçou o fechamento das agências de adoção católicas, depois que a comissão encarregada de velar por seu cumprimento estabeleceu que estas instituições não podiam rejeitar casais homossexuais como futuros pais adotivos.

Catholic Care, a última agência a ser fechada, foi obrigada a fazê-lo em agosto de 2010.

Sobre a adoção por parte de homossexuais, o Instituto Valenciano de Fertilidade, Sexualidade e Relações Familiares (IVAF) recorda que "uma criança tem direito a um pai e uma mãe, direito que seria transgredido se ela for entregue a dois homens ou a duas mulheres".

"Duas pessoas do mesmo sexo não são idôneos para criar e educar as crianças, que careceriam de referente paterno/masculino (no caso de duas lésbicas) ou materno/feminino (se forem dois homossexuais)", precisa.

Origem: ACI Digital (ACI significa Agência Católica de Informações).  

Um comentário: pelo veredicto da justiça inglesa, estão sobrando pais adotivos naquele país, de modo que o estado rejeita pais adotivos com convicções contra o homossexualismo, ou "contra a tolerância" como foi dito. Ou acreditam que, proibindo o acesso à adoção a casais com estas convicção, as crianças terão melhor educação, e criação amorosa nas instituições do estado, que em um lar. Acho difícil crer nesta última assertiva.