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sábado, 27 de agosto de 2016

A "garotinha ruiva" de Charlie Brown morre na vida real

A "garotinha ruiva" de Charlie Brown morre na vida real

Donna Mae Wold tinha 87 anos e teve insuficiência cardíaca e diabetes
A "garotinha ruiva", por quem Charlie Brown sempre foi apaixonado, mas para quem nunca foi capaz de declarar seu amor, morreu na vida real. O nome dela era Donna Mae Wold.
A mulher com cabelo vermelho que inspirou Charles Schultz a criar a personagem para a qual Charlie Brown "daria tudo" para que fosse sentar-se com ele, morreu no início deste mês perto de Minneapolis (norte) de insuficiência cardíaca e diabetes, noticiou nesta terça-feira o jornal Star Tribune. Ela tinha 87 anos de idade.
O pai de Snoopy e Donna Johnson - seu nome de solteira - namoraram por vários anos, e Charles Schultz até propôs casamento a ela, mas ela recusou, de acordo com o Washington Post. Foi apenas em 1989 que o nome real da ruivinha foi revelado em uma biografia autorizada de Charles Schultz, escrita por Rheta Grimsley Jhonson.
"Eu tive uma vida bela. Uma vida muito bela", disse ela ao Washington Post. Ela deixa o marido Alan, três filhas, sete netos e 13 bisnetos, de acordo com o Star Tribune.
A "garotinha ruiva" - uma personagem que permitiu Charles Schultz enfatizar a timidez paralisante e falta de confiança do menino - quase nunca aparece nos quadrinhos. Mas, em contrapartida, está presente em vários desenhos animados, incluindo o mais recente, "Snoopy e Charlie Brown - O filme", lançado em 2015.

Reprodução do Correio do Povo

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mafalda, personagem dos quadrinhos, comemora 50 anos nesta segunda

Mafalda, personagem dos quadrinhos, comemora 50 anos nesta segunda

Festa oficial ocorrerá no bairro San Telmo, em Buenos Aires, onde a menina rebelde teria nascido



Nos anos de 1960, uma garotinha de classe média de Buenos Aires, indignada com as notícias de violência e guerras, gritou: “Parem o mundo, que eu quero descer”. Essa e muitas outras frases de Mafalda - principal personagem de quadrinhos do cartunista argentino Quino – deram a volta ao mundo, foram traduzidas em vinte línguas e continuam atuais. É por isso que, nesta segunda-feira, velhos e novos fãs da menina inconformista, que vivia questionando políticos, economistas e adultos em geral, vão comemorar seu cinquentenário.

Ao longo de todo o ano, Mafalda e seu criador, Quino, foram homenageados na Espanha, na França e em países da América Latina. Mas a festa de aniversário oficial ocorre amanhã em San Telmo – bairro de Buenos Aires, onde a menina rebelde teria nascido no dia 29 de setembro de 1964. Nessa data, ela apareceu pela primeira vez, em uma tira em quadrinhos da revista argentina Primeira Plana.

Mafalda ja tem uma estátua em San Telmo mas, aos 50 anos, não estará mais sozinha: vai festejar o aniversário com dois amiguinhos, a fofoqueira Susanita (que só pensa em casar com um bom partido e ter filhos) e o materialista Manolito (cujo sonho é ter uma enorme rede de supermercados), que também vão ganhar estátuas nesta segunda-feira.

Baixinha, de cabelos curtos adornados por um enorme laço, Mafalda nasceu com seis anos e – apesar de ter sobrevivido menos de uma década (Quino decidiu parar de desenhá-la em 1973, três anos antes do último golpe militar argentino) – ganhou fama internacional. O escritor e sociólogo italiano Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa, chegou a batizá-la de “heroína enraivecida”.

Mafalda comentava os acontecimentos da época: eram tempos de Guerra Fria e ditaduras na América Latina. Mas suas frases, criticando a injustiça social, a destruição do meio ambiente e a falta de sensibilidade dos governantes, parecem ter sido ditas ontem. É o caso da tirinha em que pergunta o que há de errado com a “família humana” e que “todos querem ser o pai”.

Aos 81 anos, o próprio Quino manifesta sua surpresa com a personagem que ganhou vida própria. Em entrevista em abril passado, na inauguração da Feira do Livro em Buenos Aires, ele disse: “Fico surpresa quando vejo como temas que abordei há 50 anos permanecem atuais. Ate parece que desenhei a tira hoje. Deve ser porque o mundo continua cometendo os mesmos erros”.


Fonte: Agência Brasil

Reprodução do Correio do Povo