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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Morre aos 91 anos o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman

Morre aos 91 anos o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman

Intelectual foi um dos principais pensadores do século XX

O sociológo e filósofo polonês Zygmunt Bauman morreu nesta segunda-feira, aos 91 anos. Conforme informações do jornal Wyborcza, da Polônia, o intelectual estava em Leeds, na Inglaterra, onde residia há anos. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte.
Bauman foi um dos pensadores-chave do século XX e se manteve trabalhando até seus últimos momentos. Ele foi o criador do conceito da "modernidade líquida", que abriu um vasto campo de estudos para diversas áreas. Em sua biografia, constam extensas reflexões sobre a sociedade e as mudanças do mundo atual, discutindo também como as relações atuais na sociedade tendem a ser menos frequentes e duradouras.
Zygmunt Bauman nasceu em Poznan em 19 de novembro de 1925. Era criança quando sua família, judia, fugiu para a União Soviética para escapar do nazismo, e, em 1968, teve que abandonar seu próprio país, desempossado de seu posto de professor e expulso do Partido Comunista em um expurgo marcado pelo antissemitismo após a guerra árabe-israelense.
Renunciou à sua nacionalidade, emigrou a Tel Aviv e se instalou, depois, na Universidade de Leeds (Inglaterra), onde desenvolveu a maior parte de sua carreira. Sua obra, que arranca nos anos 1960, foi reconhecida com prêmios como o Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades de 2010, que recebeu junto com Alain Touraine.
No Brasil, sua obra foi amplamente publicada pela Editora Zahar. Seu último livro traduzido para português no país foi "A riqueza de poucos beneficia todos nós?", lançado em 2016. O último livro de Bauman publicado foi "Obcym u naszych drzwi", no qual ele discutiu a crise da imigração mundial e o "pânico moral" por ela causado.
Casado com Janine Lewinson-Bauman desde a época do pós-guerra, ele deixa três filhas.


Reprodução do Correio do Povo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Morre aos 87 anos Alvin Toffler, futurólogo que anteviu a internet

Morreu nesta segunda-feira (27), em Los Angeles, o futurólogo Alvin Toffler, 87.
Autor de a "A Terceira Onda", ele ganhou fama ainda nos anos 1970, quando os caçadores de tendência ainda não existiam e as empresas nem imaginavam que gastariam parte de seus orçamentos com futurologistas.
Toffler anteviu a internet, a clonagem e a popularidade dos computadores pessoais.
No seu primeiro livro, "Future Shock" (Choque do Futuro), escrito ainda nos anos 1970, Toffler previu que a combinação do capitalismo com novas tecnologias produziria novas relações e uma nova sociedade, não sem dor e com estranhamentos.
O livro é reimpresso até hoje e foi traduzido em diversos idiomas. A publicação teve sequência, na década seguinte, com "A Terceira Onda", e, nos anos 1990, com "Powershift" ("Mudança de Poder").
Por ele, o mundo começou a falar em excesso de informação e em como o conhecimento poderia reduzir a jornada de trabalho com a tecnologia. No século 21 imaginado por Toffler, o analfabeto não seria quem não sabe ler nem escrever, mas os que não têm capacidade de aprender e reaprender.
Ele deixa a mulher, Heidi Toffler, coautora em alguns de seus 13 livros.


Reprodução da Folha de São Paulo.